CURSO DE GENOGRAMA E BIOGRAFIA EM RIBEIRÃO PRETO

943965_1687471868189387_5819059012204289255_nCURSO DE GENOGRAMA E BIOGRAFIA NA ABORDAGEM SISTÊMICO FENOMENOLÓGICA

14 encontros

Em Ribeirão Preto, no Espaço Terapêutico Ísis, início em 14 de Abril de 2016

Em Franca, no Espaço Shakti – início 04 de Março de 2016 (Ainda dá tempo para novos alunos)

Aprendizado profundo sobre a família, sua história, seus traumas e repetições.

Aprendizado profundo sobre sua própria história pessoal, seus traumas e possibilidades.

Passos do trabalho:
– Pesquisar
– Representar no Papel
– Escrever
– Constelar

Constelar o Genograma: Ressonância Mórfica

Constelar os setênios: Autorressonância

Genograma: é uma Representação Gráfica e Simbólica da Família, Como em uma Constelação Familiar , Nele São Representados o Grau de Parentesco, Padrões de Comportamentos e Entre Tantos Outros Aspectos; Padrões Sistêmicos de Funcionamento de Uma Família .
Com o Auxilio das Constelações Familiares , dos Movimentos Sistêmicos e a Partir das Informações que vão Sendo Geradas por essa Poderosa Ferramenta, é Possível Crias Movimentos Curadores no Âmbito da Família.

 Vagas Limitadas
 Contato: Franca:

Clínica de Terapia Alternativa e Estética Espaço Shakti  – Endereço: Rua Palmeiras, 1700 – Vila Flores, Franca – SP, 14400-370
Telefone:(16) 3723-0888
Ribeirão Preto:
Espaço Terapêutico Ísis – Rua Abrão Caixe, 566 esquina com Rua Dr. Paulo Barra, 1404 – Jd Irajá

Telefones: (16) 30215490 – 32353338 – 32353339

CURSO DE GENOGRAMA E BIOGRAFIA

Datas do curso em Ribeirão Preto:
Quintas feiras, das 18 às 20 horas.
Abril
14 – 28
Maio
12 – 26
Junho
09 -23
Julho
07 – 28
Agosto
11-25
Setembro
08-22
Outubro
06-20

Investimento:
200 reais por mês.

CURSO DE GENOGRAMA E BIOGRAFIA

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CURSO DE GENOGRAMA E BIOGRAFIA NA ABORDAGEM SISTÊMICO FENOMENOLÓGICA

14 encontros

Em Franca, no Espaço Shakti – início 04 de Março de 2016

Em Ribeirão Preto, no Espaço Terapêutico Ísis, início em Abril de 2016

Aprendizado profundo sobre a família, sua história, seus traumas e repetições.

Aprendizado profundo sobre sua própria história pessoal, seus traumas e possibilidades.

Passos do trabalho:
– Pesquisar
– Representar no Papel
– Escrever
– Constelar

Constelar o Genograma: Ressonância Mórfica

Constelar os setênios: Autorressonância

Genograma: é uma Representação Gráfica e Simbólica da Família, Como em uma Constelação Familiar , Nele São Representados o Grau de Parentesco, Padrões de Comportamentos e Entre Tantos Outros Aspectos; Padrões Sistêmicos de Funcionamento de Uma Família .
Com o Auxilio das Constelações Familiares , dos Movimentos Sistêmicos e a Partir das Informações que vão Sendo Geradas por essa Poderosa Ferramenta, é Possível Crias Movimentos Curadores no Âmbito da Família.

 Vagas Limitadas

 Contato: Franca:

Clínica de Terapia Alternativa e Estética Espaço Shakti  – Endereço: Rua Palmeiras, 1700 – Vila Flores, Franca – SP, 14400-370
Ribeirão Preto:

Espaço Terapêutico Ísis – Rua Abrão Caixe, 566 esquina com Rua Dr. Paulo Barra, 1404 – Jd Irajá

Telefones: (16) 30215490 – 32353338 – 32353339

CURSO DE FORMAÇÃO EM CONSTELAÇÕES SISTÊMICAS DE ANA LUCIA BRAGA

CURSO DE FORMAÇÃO EM CONSTELAÇÕES SISTÊMICAS DE ANA LUCIA BRAGA

CURSO VIVENCIAL TREINAMENTO EM CONSTELAÇÕES SISTÊMICAS FAMILIARES, ORGANIZACIONAIS E PEDAGÓGICAS

INÍCIO DA TURMA V – JUNHO DE 2016

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MÓDULO I – Introdução às Constelações Sistêmicas
JUNHO – Sábado, dia 04 e Domingo, dia 05

MÓDULO II – Tipos Básicos de Envolvimentos Sistêmicos
JULHO – Sábado e Domingo, dias 02 e 03

MÓDULO III – Relacionamento de Casal I
AGOSTO – Sábado e Domingo, dias 06 e 07

MÓDULO III – Relacionamento de Casal II
SETEMBRO – Sábado e Domingo, dias 03 e 04

MÓDULO IV – Atitude Terapêutica
NOVEMBRO – Sábado e Domingo, dias 05 e 06

MÓDULO V – Constelação Sistêmica Organizacional
DEZEMBRO – Sábado e Domingo, dias 03 e 04

MÓDULO V – Constelação Sistêmica Organizacional
FEVEREIRO – Sábado e Domingo, dias 04 e 05

MÓDULO VI – Pedagogia Sistêmica
MARÇO – Sábado e Domingo, dias 04 e 05

MÓDULO VII – Constelação com Crianças
MAIO – Sábado e Domingo, dias 06 E 07

MÓDULO VIII – Evolução do Trabalho de Hellinger
JUNHO – Sábado e Domingo, dias 03 e 04

MÓDULO VIII – Evolução do Trabalho de Hellinger
AGOSTO – Sábado e Domingo, dias 05 e 06

MÓDULO IX – Atendimento Individual I
SETEMBRO – Sábado e Domingo, dias 02 e 03

MÓDULO IX – Atendimento Individual II
OUTUBRO – Sábado e Domingo, dias 07 e 08

MÓDULO X – Trabalhos Práticos
NOVEMBRO – Sábado e Domingo, dias 11 e 12

Início
04 de JUNHO de 2016

Horários
Sábados e domingos, quatorze horas por final de semana, em 14 encontros que acontecerão no decorrer de 18 meses, perfazendo 196 horas-aula.

Investimento
R$ 400,00 mensais

Sendo o módulo no sítio: R$ 400,00 mensais + R$ 165,00 de hospedagem e alimentação.
Todos os módulos realizados no sítio incluem café da manhã, refeições e coffeebreaks.
Por enquanto, os módulos estão sendo realizados na Clínica, em Ribeirão Preto e também no sítio, de modo alternado.

Objetivos
Instrumentalizar o aluno do Curso de Formação em Constelação Sistêmica em seu desenvolvimento e formação pessoal;
Instrumentalizar o profissional na aplicação da técnica de Constelações Sistêmicas, segundo Bert Hellinger;
Outros ver no site:
www.analuciabragaconstelacao.com.br

O Curso
A V turma do Curso Vivencial e Treinamento em Constelação Sistêmica terá início em 04 de Junho de 2016, em Ribeirão Preto, no Espaço Terapêutico Isis.
Constelação Sistêmica é uma abordagem terapêutica através da qual torna-se possível identificar e solucionar problemas e conflitos de pessoas, empresas e organizações. Vem da compreensão Sistêmica Fenomenológica, que preconiza que todo indivíduo é integrante de um sistema, e como tal, sofre influências de outros membros do sistema.
Nas Constelações Sistêmicas, configurando a família através de representantes, é possível que se restabeleçam as “Ordens do Amor”, que são as Leis que atuam em todos os sistemas, trazendo solução às dinâmicas familiares e organizacionais. A Constelação Sistêmica Familiar possibilita a conscientização do papel e da forma que as pessoas estão enredadas dentro do sistema familiar e empresarial, atuando nos processos de “desemaranhamento” e harmonização de vínculos em famílias e organizações.
O trabalho sistêmico empresarial permite uma visão clara e objetiva dos emaranhados dentro de empresas, organizações, comércios, consultórios, departamentos etc. No campo sistêmico é possível verificar as origens dos conflitos e experienciar novas soluções, possibilitando uma melhor dinâmica de funcionamento para a empresa.
Esta abordagem traz vantagens especiais quando comparada com outras formas de terapia, como a rapidez, a profundidade e a simplicidade com que se processa.

Docente / Consteladora Sistêmica:
Ana Lucia Braga
Terapeuta de Constelações Sistêmicas
Terapeuta Corporal Neo Reichiana
Psicopedagoga Clínica e Institucional

Mini curriculum:
Constelações Sistêmicas em São Paulo, na primeira turma do médico e terapeuta Renato Shaan Bertate, realizando seminários com os terapeutas alemães: Mimansa Erica Farny, Mariane Franke e Hady Leitner.
Participou de seminário com o terapeuta alemão Jacob Schineider em 2001 E dos seminários de Bert Hellinger no Brasil, em 2005, 2006 e 2007, Belo Horizonte, Goiânia e Brasília, respectivamente. Participou dos I, II e III Treinamentos Avançados em Constelações Familiares, conduzidos por Bert Hellinger e Sophie Hellinger, em Águas de Lindóia – SP, em 2008 e 2009 e no México em 2011. Participou das Jornadas Internacionais de Pedagogia Sistêmica, no CUDEC, México, com enfoque em Bert Hellinger, com Bert e Sophie Hellinger, em 2012.
Terapia Corporal Neo Reichiana pelo Instituto Lúmen de Ribeirão Preto.
Psicopedagogia pelo Hospital das Clinicas – USP – Ribeirão Preto.
Mestrado pela Faculdade de Educação da UNICAMP, departamento de Psicologia.
Graduação pela Faculdade de Educação da UFRJ, Universidade Federal do Rio de Janeiro.
Atuou como docente em todos os níveis de ensino (educação infantil, ensino fundamental, ensino médio e ensino superior). Atuou como coordenadora pedagógica em Educação infantil, no ensino fundamental e em educação especial.
Atua como terapeuta e facilitadora de grupos (terapêuticos, de estudos, de pais), desde 1988, e como consteladora sistêmica desde 2004.
Realiza atendimentos individuais e grupais no consultório desde 1988, como psicopedagoga e terapeuta de adultos.

www.analuciabragaconstelacao.com.br
Inscrições nos telefones: 16-30215490 32353338 32353339 ou 99947224
Ou por email: anaabbraga@gmail.com

Curso Vivencial – Treinamento em Constelações Sistêmicas

VAGAS LIMITADAS

 

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CURSO DE GENOGRAMA E FOTOGRAFIA

GENOGRAMA E FOTOGRAFIA

 

ANA LUCIA BRAGA E CESAR MULATI

 

GENOGRAMA E FOTOGRAFIA é um curso que tem como objetivo a criação de Genogramas a partir de uma prática diferenciada e inovadora que tem na FOTOGRAFIA uma ferramenta alternativa para a construção dos mesmos.  Através de orientações teórico-práticas, cada participante terá oportunidade de produzir seu próprio GENOGRAMA e posteriormente, participar de movimentos sistêmicos e/ou de constelações familiares originados pelos mesmos.

 

Genograma é uma representação gráfica, imagética e simbólica da família. Como em uma constelação familiar, nele são representados o grau de parentesco, padrões de comportamento e, entre tantos outros aspectos, padrões sistêmicos de funcionamento de uma família.

Com o auxílio das constelações familiares, dos movimentos sistêmicos e a partir das informações que vão sendo geradas por essa poderosa ferramenta, é possível criar movimentos curadores no âmbito da família.

 

Fotografia é uma linguagem universal, que por ser a materialização do olhar, é acessível a todos que contemplam e observam visualmente o mundo ao seu redor. A partir do descondicionamento desse olhar, muitas vezes cristalizado pela aspereza dos tempos, podemos trabalhar o lúdico, o simbólico, o experimental e que, nesse processo terapêutico, pode auxiliar nas informações acerca da família.

 

Pretende-se iniciar a construção do genograma pessoal, utilizando, além das informações trazidas pelo aluno, imagens “capturadas” em incursões fotográficas sob orientação do fotógrafo e professor Cesar Mulati. Essas incursões farão parte do processo de formação dos Genogramas que serão orientados, assim como os movimentos sistêmicos, pela terapeuta e consteladora Ana Lucia Braga.

Não trabalharemos com fotografias de família, mas construiremos as imagens da família, a partir das fotos tiradas no sítio.

 

Este trabalho será realizado em duas partes, com 15 horas cada, no Sitio das Acácias, onde os participantes ficarão hospedados durante o evento.  O valor do investimento que contém as duas partes é de 1.300 reais, que pode ser dividido em três vezes: fevereiro, março e abril.

Trata-se de um trabalho novo e ousado.

Venha participar conosco.

 

FACILITADORES: ANA LUCIA BRAGA & CESAR MULATI

LOCAL: SÍTIO DAS ACÁCIAS

DATAS: 05 e 06 DE MARÇO

              02 e 03 DE ABRIL

HORÁRIO: SÁBADO 9 ÀS 19 HORAS E DOMINGO DAS 9 ÀS 15 HORAS

INVESTIMENTO: R$ 1.300 (TRÊS DE R$ 433,00, FEVEREIRO, MARÇO E ABRIL. OU DUAS DE R$ 650,00 EM MARÇO E ABRIL)

 

INCLUÍDAS HOSPEDAGEM E ALIMENTAÇÃO

 

CONTEÚDO: 1ª. PARTE –   O GENOGRAMA

                                                DESCONDICIONAMENTO DO OLHAR

                                                FOTOGRAFAR

                                                SELECIONAR E IMPRIMIR

                                                MONTAR O GENOGRAMA

                                                INÍCIO DAS LEITURAS DOS GENOGRAMAS

 

2ª. PARTE – 

COMPLEMENTAÇÃO DOS GENOGRAMAS

CONTINUAÇÃO DA LEITURA DOS GENOGRAMAS FOTOGRAFADOS

MOVIMENTOS SISTÊMICOS E/OU CONSTELAÇÕES FAMILIARES

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WORKSHOP EM RIBEIRÃO PRETO – SP CONSTELAÇÕES SISTÊMICAS FAMILIARES E ORGANIZACIONAIS 29 e 30 de Janeiro, sexta e sábado

WORKSHOP EM RIBEIRÃO PRETO – SP
CONSTELAÇÕES SISTÊMICAS FAMILIARES E ORGANIZACIONAIS
29 e 30 de Janeiro, sexta e sábado
Inscreva-se: (16)30215490 – 32353338 – 32353339

AS CONSTELAÇÕES FAMILIARES E A LEI DA PERTINÊNCIA
Segundo a Lei da Pertinência, ninguém pode ficar de fora, excluído do sistema; todos os membros têm direito de pertencer a ele. Quando ocorre a exclusão de um dos elementos do sistema, gerações seguintes emaranham-se com esse membro, identificando-se com ele, tentando, de algum modo reintegrá-lo. É uma tentativa vã, já que o que move esse elemento que veio depois, além da necessidade de compensação, é o amor cego, fantasioso e infantil.
Fatos como mortes precoces, mortes ocorridas com menos de vinte e cinco anos, morte do pai ou da mãe, deixando filhos pequenos, abortos espontâneos ou provocados, mortes durante o parto, suicídios ou tentativas, assim como crimes em que se exclui intencionalmente ou não a vítima ou o agressor são essencialmente importantes, assim como os assassinatos, as crianças abandonadas, os que utilizam drogas, a prostituição, as deficiências, entre outros fatos que podem estar ligados a exclusões.
Do livro de Ana Lucia Braga: Constelações Familiares, relatos de conflitos e soluções, 2011

Venha participar conosco das constelações do próximo final de semana. As inscrições estão abertas. As Vagas são limitadas.

WORKSHOP
29 e 30 de Janeiro, sexta e sábado
Inscreva-se: (16)30215490 – 32353338 – 32353339

Foto de Ana Lucia Braga.

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A conexão com a morte provocada pelo Fluxo do Amor Interrompido

A conexão com a morte provocada pelo Fluxo do Amor Interrompido

Por Ana Lucia Braga

Janeiro de 2016

Gostaria de falar um pouco sobre a criança pequena e o fluxo do amor interrompido. Isso mesmo: o amor que sofre uma interrupção, criando, na criança, um sentimento de insegurança em relação à vida, um sentimento profundo de conexão com a morte mesmo.

Fiz alguns atendimentos a pessoas que desenvolveram doenças autoimunes por conta do fluxo do amor interrompido e a outras pessoas, com doenças emocionais graves, como depressões e transtornos de ansiedade.  O foco é a primeira etapa do desenvolvimento infantil, especialmente os momentos iniciais, do nascimento ao terceiro ano de vida.

A criança, inicialmente, vive uma relação de completa dependência e simbiose com a mãe. Ela e a mãe são uma coisa só. Vive durante nove meses dentro do útero, sem a menor condição de fazer qualquer coisa por si só. Após o nascimento, como um bom filhote de humano, vive na dependência absoluta até o terceiro ano, quase quarto.

Do nascimento até um ano e meio, a criança cresce e se desenvolve rapidamente e continua vivendo na mais completa dependência, ainda que fora da barriga da mãe. Se não tiver alguém que “trate” dela, que cuide, provavelmente morrerá: de fome, de sede, suja e infectada por suas próprias urina e fezes. Nos primeiros meses de vida, existe uma indiscriminação em relação à mãe. É como se a mãe fosse extensão da criança. A simbiose do útero se estende, muitas vezes também para a própria mãe, que sabe conscientemente que não é a criança ou extensão dela. E isso é bom. Isso é vida, é conexão, é saúde.

Após um ano, a criança já começa a caminhar, comer com ajuda. Fala algumas palavras. Já está mais independente, pois saiu do colo, foi para o chão. Desgrudou. Vai e vem sozinha.

Por conta do desenvolvimento da linguagem, especialmente a partir do segundo ano de vida, a criança parece já estar mais crescida. Aos três anos de idade, já forma até frases completas. Compreende melhor o mundo e até aprende que há regras que precisam ser obedecidas, contratos, “combinados” que precisam ser cumpridos. Apesar da maior autonomia, continuam dependentes. São egocêntricas, por isso não percebem realmente o outro. Para elas a única coisa que existe são suas necessidades. E é mesmo. Piaget chamou esse momento do desenvolvimento humano de Estádio Sensório-Motor. São sensações que vão se vinculando a comportamentos motores.

A partir dos dois anos e meio, mais ou menos, a criança entra em outro momento do desenvolvimento, mais inteligente, mais sensível, é quando aparece a capacidade de representação, que Piaget chamou de função simbólica ou semiótica. Pulam, saltam, gritam os significados. E o entendimento do mundo passa a ser outro. O pensamento não é apenas sensório motor, ele tem um caráter lúdico, o pensamento é simbólico: é a inteligência simbólica.

Ainda suas necessidades estão acima de qualquer coisa, a dependência do outro é extrema, ainda que a “independência” e autonomia sejam gritantes. O pensamento é mágico, animista, pré-lógico, artificialista. Não é possível discriminar o real do irreal.

A criança de três anos está no início do período simbólico, ainda é profundamente dependente da mãe ou de quem cuida dela. Ela é física e emocionalmente dependente.

Ressalto a dependência por conta do sentimento de morte, provocado pela ruptura, quando há a separação (curta ou longa) da criança da mãe. E, posteriormente aos primeiros momentos da vida, também do pai.

Nas Constelações Familiares vemos claramente o amor que cura e o amor que adoece.

Hellinger afirma que “o amor no seio da família tanto pode provocar doença como restabelecer a saúde”. Diz também que “não é a família que provoca as doenças, mas a profundidade dos vínculos e a necessidade de compensação. Quando se traz isso à luz, esse mesmo amor e essa mesma necessidade de compensação podem, num nível superior, ter uma influencia benéfica sobre a doença.”

O que produz as doenças, poderíamos perguntar?

As lealdades invisíveis produzem as doenças e, somos leais por Amor. O amor cego e infantil.

Maturana e Varela, em seu livro “A árvore do conhecimento” dizem que o que chamamos nas constelações de amor pode ser chamado de deriva, de uma demanda biológica, sem o controle do ser humano. É o ontogenético a serviço do filogenético. É interessante pensar nisso. Pensar que a gazela que fica por último no bando que será atacado por um grupo de hienas, ou lobos, fica por lealdade ao grupo. Porque é necessário que os predadores foquem em um elemento, e não no bando. E um elemento se sacrifica pelo grupo.

Hellinger diz que “Temos que reconhecer este amor profundo”.  “O amor que reconhece a família e a profundidade da vinculação, com respeito, restabelece a saúde e traz as bênçãos”.

Muitas das doenças que estão presentes hoje na vida do ser humano, são, portanto, doenças sistêmicas. Doenças que vêm compensar, de algum modo, algo de grave que ocorreu na família. Um filho que “tomou” o lugar do pai ou da mãe, dizendo (inconscientemente) “eu morro para que você viva”, ou “eu pago o seu preço com a minha doença”.

São dinâmicas presentes nos sistemas familiares, invisíveis, que muitas vezes são repetidas por muitas gerações.

Além deste amor inconsciente pelo sistema familiar, que sequer depende do conhecimento e da convivência com nossa família, temos também todos os envolvimentos relacionados à doença e à saúde, que podem ganhar status estruturais em termos de desenvolvimento ontogenético. Ou seja, doenças que podem ter sua origem no sistema familiar (lealdades), mas também ser geradas a partir de contextos ambientais e relacionais.

O “Fluxo do Amor Interrompido” é um aspecto que tem a ver com o relacional.

Como diz Franke-Bryson, esse amor que adoece “tem origem na interrupção do fluxo de amor entre pais e filhos e pode levar a uma redução na capacidade de estar presente e sentir emoções primárias.”

Pessoas que vivem essa dinâmica, em geral, são pessoas ativas e funcionais, mas com uma dificuldade em reconhecer que têm o suficiente. Algo sempre está faltando, não podem chegar à plenitude, não podem se entregar, nas suas relações; vivenciam dificuldades na conexão com o outro. Muitas vezes sentem-se inseguras, desconfiadas.

Há um grande sofrimento, mas por serem pessoas tão “normais”, até com sucesso em algumas áreas da vida, fica difícil identificar o motivo, a causa daquele sofrimento. Se é que podem chamar o que sentem de sofrimento. E, muitas vezes, têm uma boa relação com o par parental (tanto com o pai, quanto com a mãe).

Atendi, no ano que passou, 2015, alguns casos que tinham a ver com o fluxo do amor interrompido ou movimento interrompido. Eram sofrimentos enormes, de pessoas que diziam “ter tudo”, mas não conseguiam se sentir inteiras, felizes. Pessoas que buscaram, inconscientemente, parceiros que podiam lhes dar bem pouco, ou que viviam sob a ameaça de “já já vou perder tudo isso…” porque seu companheiro ou companheira, de fato, não estava disponível. Buscavam o conhecido, a repetição.

Após investigação, observamos que na tenra infância, o cliente tinha sofrido uma ruptura em momentos iniciais de sua infância: sua mãe ficara internada durante um mês, no caso de um deles, e ele ficou com a avó. Em outro caso, a mãe viajou com o pai durante algumas semanas e deixou o bebê de meses com os avós. Em outro caso, ainda, a mãe tinha que trabalhar em outra cidade e deixou a filha com os pais dela (que cuidaram muito bem) durante um tempo. E depois o pai de minha cliente ia sempre vê-la, e aos finais de semana buscavam-na para passar com eles, pois sua mãe retornava sempre aos sábados e ia embora às segundas feiras.

Lembro-me novamente Maturana e Varela, quando, no mesmo livro citado, “A árvore do conhecimento”, abordam sobre Domínios Comportamentais. Existe uma plasticidade estrutural no ser humano, inclusive quando se trata de sistema nervoso. E os tipos de interações, a história de cada um, vai determinar também transformações nessa estrutura inicial.

Um exemplo citado por eles nesse livro: na separação por poucas horas, de um filhote de cordeiro de sua mamãe, em seus momentos iniciais de vida, que logo é devolvido a ela (mamãe), pode-se observar um desenvolvimento normal do animal, exceto pelo fato de que o cordeirinho separado da mãe não brincará com os outros animais como os de sua espécie. Ele “não aprende a brincar; permanece afastado e solitário” (pág. 142).

Não pretendo me aprofundar nesse assunto, neste momento. Porém, neste final de ano, em minha clínica e fora dela, ouvi de várias mães de bebês entre alguns meses e três anos de vida, que viajariam de férias para o exterior sem o filho, que ficaria muito bem com os avós (e eu não duvido disso, sendo eu a avó que sou), como se fosse a coisa mais normal do mundo. Uma cliente foi fazer um curso de inglês de um mês de duração! E deixou seu filhote de 2 anos! E que falaria com ele todos os dias pelo Skype. Segundo ela, ele ficou bem com o pai. Perguntei a alguns deles: “e a criança”? E eles me responderam: “qual o problema”?

Então lhes falei sobre o Fluxo do Amor Interrompido. Que o Amor vira ameaça, sentimento de ausência extrema, como se a criança vivenciasse extremamente o sentimento de morte, a conexão com a Morte. Que o desenvolvimento natural do ser humano é afetado quando um filhote é deixado por sua mãe, especialmente, por um determinado período de tempo, seja lá por qual motivo for, tanto faz uma doença ou um curso, a morte da mãe ou a viagem de férias. Quanto mais novo, pior. Se é um tempo pequeno (uma semana, quatro dias) para um bebê bem pequeno, isso lhe parecerá demais. Para uma criança de três anos, uma semana lhe parecerá demais!

Isso tem a ver com a mãe, mas também com o pai. Sentimentos de segurança básica têm também a ver com o pai. Portanto, a ausência do pai também gera traumas na infância. Traumas de simbiose.

O filhote de 2 anos, de minha cliente, três dias depois da viagem da mãe, não queria mais falar com ela pelo computador. E não falou, durante todo mês que ela ficou fora.

A criança precisa dos pais. Especialmente da mãe. Sua personalidade se estrutura na relação com eles, especialmente na presença deles.

A ruptura gera traumas.

Um trauma que tem a ver com a sobrevivência. Com o estar no mundo de relações. Com sentimentos de abandono e de morte. Com necessidades básicas insatisfeitas. E, no início de nossas vidas isso é grande demais: a criança se liga na morte, no disfuncional.

Os pais, especialmente a mãe, são a base, são aquilo que estrutura.

Como fazer se a separação, curta para os adultos, mas longa demais para um bebê, para um filhote, parece ruptura, parece morte?

As Constelações Familiares trazem a possibilidade da reconexão com o fluxo da vida.

Outras intervenções, em consultório, focadas no fluxo do amor interrompido podem também trazer a possibilidade da reconexão.

Para mães e pais, no entanto, o ideal seria que tivessem a consciência de que filhos pequenos não podem ser deixados sozinhos. O tempo é relativo. O “pouco tempo” para os pais pode ser “muito tempo” para o filhote. A presença da mãe, especialmente, é fundamental para a criança, do nascimento até o terceiro ano de vida.

Referências Bibliográficas:

-Franke-Bryson, Ursula. O Movimento Interrompido. Em:

http://sigmasistemico.blogspot.com.br/2013/10/o-movimento-interrompido.html

– Hellinger, Bert; T. Hovel, Gabriele. Constelações Familiares. São Paulo: Cultrix, 2001.

– MATURANA, Humberto; VARELA, Francisco. A árvore do conhecimento: as bases biológicas da compreensão humana. Tradução Jonas Pereira dos Santos. São Paulo: Palas Athena, 1995.

Ordens do Amor

Ordens do Amor

“As Ordens do Amor são forças dinâmicas e articuladas que sopram e revoluteiam em nossas famílias ou relacionamentos íntimos. Percebemos a desordem que sua turbulência nos causa como as folhas percebem o redemoinho – sob a forma de sofrimento e doença. Em contra partida, percebemos seu fluxo harmonioso como uma sensação de estar bem no mundo.” Bert Hellinger

Existem três ordens: pertencimento, equilíbrio e hierarquia.

Pertencimento – esta ordem do amor diz que todos os membros do grupo familiar permanecem nele, mesmo além da morte. O grupo familiar inclui os vivos, mortos, a segunda, terceira até quinta geração. Se um membro se perde no grupo familiar porque recusaram o pertencimento ou o esqueceram, existe uma força irresistível para restaurar sua integridade. Faz com que o membro perdido seja revivido e representado por outro mais jovem através de uma identificação. É um processo inconsciente e recai sobre crianças que surgiram depois. Membros inocentes são induzidos a responder por membros culpados como uma pressão irresistível para restaurar a integridade perdida e compensar a injustiça cometida. A compensação positiva acontece quando os mais novos aceitam e honram os mais velhos, apesar do que tenham feito de bom ou de mau no passado, desta forma os excluídos recuperam o direito de pertencer e em vez de nos atemorizar nos abençoam. Todos se sentem inteiros e plenos.

Equilíbrio – tudo na vida tem equilíbrio entre o dar e o receber, tanto para coisas boas como para más. Numa relação de casal, por exemplo, se o marido deu algo bom e a mulher retribui com outro bom, sem ultrapassar a compensação, passa a ter equilíbrio para iniciar outra rodada de trocas. Se um se limitar a receber, o outro, apenas dar, pode perder a vontade de dar, como o outro também de só receber. A medida de quem dá deve ajustar-se à medida de quem recebe e vice-versa. Quando um parceiro fere, magoa, trai o outro, a vítima precisa fazer ao outro algo que traga dor semelhante ou exigir algo difícil dele. Mas, se a vítima for boa e não conseguir ser má, não existe compensação e a relação fica ameaçada. No entanto, se a vítima faz uma afronta do mesmo tamanho ou um pouco menor, a ordem do amor pode ser restabelecida e a relação retomada e continuada. Mas, se insistirem na troca no mal, o caminho será desgraça. O sucesso de uma relação ocorre se conseguirem transformar uma troca no mal para uma troca no bem, incrementado de muito amor.

Hierarquia-existe uma ordem familiar que deve ser respeitada. Quem vem primeiro é o maior. Estes lugares precisam ser respeitados sem julgamento ou valorização, apenas devem ser percebidos como são. Os pais ficam á frente dos seus filhos, o pai em primeiro lugar e a mãe em segundo, no sentido horário a ele. O fluxo do dar e receber não podem ser invertidos ou mudados de direção. Os filhos sempre se subordinam aos pais. Os pais dão a vida aos filhos, faz parte da ordem do amor que o filho tome a sua vida tal como os pais a dão e que tome seus pais, como eles são, sem outro desejo ou recusa ou medo. É um ato de humildade este assentimento à vida e ao destino, a tudo que haja de leve e de pesado desta família. Um exercício que confirme a aceitação desta lei da hierarquia é o de nos ajoelharmos diante de nosso pai e de nossa mãe, estendendo as mãos com as palmas voltadas para cima e dizermos: “Eu lhes presto homenagem pelo presente da vida. Eu tomo você como meu pai, sou o filho certo para você. Você é grande e eu sou pequeno, eu tomo você como meu pai.” Quem realiza este ato internamente fica em paz consigo mesmo e sente-se certo e pleno, mas se ocorre a recusa por receio de infiltrar algo de mau que receiam, por exemplo, alguma deficiência ou culpa do pai ou da mãe, esta pessoa se fecha a receber o lado bom dos pais e não aceitam a vida na sua totalidade. Quem rejeita seus pais rejeita a si mesmo, sente-se vazio e irrealizado. Quando o filho infringe a hierarquia , ele se pune com o fracasso e o declínio, sem tomar consciência da culpa e da conexão. O filho presunçoso julga que está certo mas como fere a ordem do amor paga o preço com sua infelicidade.

Aluna: Rosa Maria Silvestre

Ribeirão Preto, maio de 2015. IV TURMA DO CURSO DE FORMAÇÃO PARA CONSTELADORES SISTÊMICOS.

CURSO DE FORMAÇÃO DE CONSTELADORES

Curso Vivencial – Treinamento em Constelações Sistêmicas

Vamos para a parte 2 do III Módulo. Ainda podemos receber novos alunos nesta Turma.

A próxima Turma terá início em agosto do próximo ano, 2016.

 

Objetivos do Curso:

  • Instrumentalizar o aluno do Curso de Formação emConstelação Sistêmica em seu desenvolvimento e formação pessoal;
  • Instrumentalizar o profissional na aplicação da técnica de Constelações Sistêmicas, segundo Bert Hellinger;

 

Horários

Sábados e domingos, quatorze horas por final de semana, em 14 encontros que acontecerão no decorrer de 18 meses, perfazendo 196 horas-aula.

 

Investimento

R$ 370,00 mensais

 

Sendo o módulo no sítio: R$ 370,00 mensais + R$ 150,00 de hospedagem e alimentação.

Todos os módulos realizados no sítio incluem café da manhã, refeições e coffeebreaks.

Por enquanto, os módulos estão sendo realizados na Clínica, em Ribeirão Preto e no sítio, apenas em outubro deste ano. Provavelmente em dezembro a aula também será no sítio e no ano que vem uma ou duas vezes.

 

CRONOGRAMA 

MÊS IV TURMA 2015/2016 CURSO TEÓRICO VIVENCIAL TREINAMENTO EM CONSTELAÇÕES SISTÊMICAS  
1-JANEIRO  I – Introdução Constelação Sistêmica –Sáb.,  Dom. 24, 25  –
2-FEVEREIRO Turma III –Prática em grupo – 07,08

Turma VI – NÃO haverá aula

 –
3-MARÇO II -Tipos Básicos  Envolvimentos Sistêmicos 14, 15  –
4-ABRIL NÃO HAVERÁ AULA  –
5-MAIO III – Relacionamento de Casal

15, 16 

 
6-JUNHO III – Relacionamento de Casal

27, 28

7-JULHO NÃO HAVERÁ AULA
8-AGOSTO IV – Atitude Terapêutica

22, 23

 
9-SETEMBRO V – Constelação Sistêmica Organizacional – 19, 20  
10-OUTUBRO V – Constelação Sistêmica Organizacional

03, 04

 
11-NOVEMBR VI – Pedagogia Sistêmica – 07, 08  
12-DEZEMBRO VII – Constelação com Crianças – 05, 06  
13-JANEIRO NÃO HAVERÁ AULA  
14-FEVEREIRO VIII – Evolução Trabalho de Hellinger – 20, 21  
15-MARÇO VIII – Evolução Trabalho de Hellinger – 19, 20
16-ABRIL IX – Atendimento Individual – 16, 17  
17-MAIO IX – Atendimento Individual – 14, 15  
18-JUNHO X – Trabalhos Práticos – 18, 19