As Ordens Sistêmicas – Tarefa de casa da aluna Erica Delfante

TEXTO TAREFA DE CASA DA ALUNA

ÉRICA APARECIDA DELFANTE

III TURMA DO CURSO DE FORMAÇÃO DE CONSTELAÇÕES SISTÊMICAS DE ANA LUCIA BRAGA

 

As Ordens Sistêmicas

São consideradas Ordens Sistêmicas:

  • Lei da Pertinência;
  • Lei do Equilíbrio;
  • Lei da Hierarquia.

Bert Hellinger, em seu trabalho com Constelações Sistêmicas, observou algumas forças ocultas que atuam em nossa vida. Ele as nomeou de leis sistêmicas. 

Lei da Pertinência: todos têm os direitos de pertencer dentro de um sistema familiar, cada membro da família pertence igualmente. Esta Lei não permite que qualquer membro familiar seja esquecido, expulso sem exigir uma compensação. O ato de excluir ou esquecer um membro da família, o sistema familiar entra em desarmonia, trazendo consequências muito graves seja qual for o motivo da exclusão. Sendo assim, um descendente que mais tarde nascerá e que nada sabe ou nem mesmo participou do fato, irá repetir o destino do excluído ou agirá da mesma forma igual, sem saber. Os casos mais comuns de pessoas emaranhadas com a lei da pertinência são: os abortos provocados e espontâneos, filhos ocultos e dados, assassinos e assassinados, suicidas, homossexuais, ladrões, prostitutas, deficientes físicos, filhos ilegítimos, dentre outros onde são esquecidos e ou escondidos das pessoas de uma forma vergonhosa.

Assim sendo devemos respeitar o destino certo de cada um.

Lei do Equilíbrio: é o dar o receber, o lucro a perda. Uma compensação adequada para o que foi dado e recebido. O NÃO é tão importante quanto o SIM . O fato da consequência: se eu der dez espinhos dentro de uma relação eu vou receber vários outros dez espinhos, ou seja, irei destruir essa relação, ou então se dou amor ao meu marido, é certo que ele me dê também. Dando-se algo, espero receber algo de volta, seja positivo ou negativo, assim essa troca equilibra as relações.   

Lei da Hierarquia:  trata da ordem existente no sistema, quem vem antes é o primeiro. Sendo a ordem: pai, mãe e filhos.

Essa consciência não admite a interferência dos filhos (“os pequenos”) nos assuntos dos pais (“os grandes”), sob pena de os primeiros se sentirem (sem perceber) tentados a expiar certas interferências através do fracasso, da doença e dos destinos difíceis. Nos relacionamentos de casais quando acontecem separações conjugais  também existe essa ordem na lei da hierarquia: primeiro, segundo… esposo e ou esposa, primeira, segunda… família e assim por diante seguindo e respeitando sempre a ordem.

A hierarquia também deve ser respeitas nas organizações empresariais.  

A violação dessa ordem causará sérios emaranhamentos no sistema familiar e organizacional. A precedência, a prevalência e a procedência são as forças das ordens.  A hierarquia está a serviço da paz.

Fica, então, muito claro que alguém agindo sempre de boa consciência, frequentemente por amor, infringe as regras da consciência de grupo, chamadas por Hellinger de Consciência Arcaica ou também de Alma (não no sentindo religioso) “aquilo que empresta movimenta algo”. Ao pratica-los sobrevêm então os efeitos desastrosos, seja para si ou para seus descentes. Bert Hellinger denominou esses princípios de “Ordens do Amor”, pois essa ordem atua através do amor profundo entre descendentes e antepassados.

De forma geral, quando essas ordens são quebradas, acontecem emaranhamentos e o fluxo do amor é interrompido em cada sistema.

 

Ordem e Amor
O amor preenche o que a ordem abarca.
O amor é a água, a ordem é o jarro.

A ordem ajunta,
o amor flui.
Ordem e amor atuam juntos.

Como uma linda canção obedece às harmonias,
assim o amor obedece à ordem.
Assim como o ouvido dificilmente se acostuma
às dissonâncias, mesmo quando são explicadas,
assim também nossa alma dificilmente se acostuma
ao amor sem ordem.

Muita gente trata essa ordem
como se ela fosse uma opinião
que se pode ter ou mudar à vontade.

Contudo, ela nos preexiste.
Ela atua, mesmo que não a entendamos.
Não é inventada, mas encontrada.
É por seus efeitos que a descobrimos,
Como descobrimos o sentido e a alma.

(Poema : Palestra proferida por Bert Hellinger, em São Paulo, Agosto de 1999 em original manuscrito)

TEXTO TAREFA DE CASA DA ALUNA DO CURSO DE FORMAÇÃO EM CONSTELAÇÕES SISTÊMICAS NILSA TEREZINHA

TEXTO DA ALUNO NILSA TEREZINHA, III TURMA DO CURSO DE FORMAÇÃO EM CONSTELAÇÕES FAMILIARES E ORGANIZACIONAIS DE ANA LUCIA BRAGA, TAREFA DE CASA DO MÓDULO I, AGOSTO DE2013

“AS ORDENS SISTÊMICAS”

As constelações familiares e organizacionais são orientadas por três leis sistêmicas chamadas de “Ordens do Amor”, que exercem papel fundamental no equilíbrio e manutenção do sistema familiar e quando são respeitadas e aplicadas cessa a responsabilidade por injustiças cometidas no grupo familiar. São elas:

1-HIERARQUIA

Diz respeito a quem chegou primeiro na família, portanto os mais velhos merecem ser olhados com muito respeito e cuidado, pois foi através deles que a família veio se mantendo. Muitas vezes, os filhos no intuito de ajudar querem que os pais se mudem, não respeitando todo o referencial de vida que já possuem em determinado local (casa, utensílios, vizinhos, crenças, mapas de família, cultura, etc.). Isso traz consequências negativas como doenças, problemas financeiros e afetivos para os próprios filhos.

No caso de separação do casal e se unirem a outra pessoa, os novos companheiros entram para a família como segundos ou na ordem de chegada, sendo que não existe “ex-marido” ou mulher mas o primeiro, segundo e assim por diante, assim como os filhos, os casais devem sempre ter respeito com quem veio primeiro, enfim sempre respeitar  a ordem.

Em uma empresa devemos sempre olhar com respeito para o seu fundador, a chegada de um novo funcionário e o seu desempenho ficarão mais harmônicos se olharem com respeito e reconhecimento  para quem já estava lá, isso trará mais força na vida e mais sucesso.

2-PERTENCIMENTO

Sendo um sentimento natural, pertencer é uma necessidade de qualquer ser humano. No sistema familiar todos tem o direito de pertencer, ninguém pode ser excluído; todos são importantes para o sistema, sendo causa de desequilíbrio no mesmo quando acontece a exclusão.

Filhos rejeitados ou não incluídos, como no caso de abortos provocados ou espontâneos, precisam ser incluídos no número total de filhos.

Em caso de separação, também não se deve excluir ou falar com desrespeito sobre o parceiro anterior.

Em todos os casos em que há exclusão no sistema alguém poderá representar essa pessoa excluída de alguma forma, manifestando algum tipo de sintoma ou comportamento, isso acontece com a finalidade de reparar uma injustiça ou falta e assim restabelecer o equilíbrio sistêmico.

Nas empresas também quando alguém não foi devidamente reconhecido ou sofreu injustiça e quando numa sociedade um sócio prejudicou o outro, pode gerar consequências danosas, como: desarmonia no clima organizacional, dificuldade para contratar um novo profissional, queda na produção, evasão de clientes e até prejuízos financeiros ou algum familiar das pessoas envolvidas poderá apresentar algum sintoma, sofrendo as consequências no lugar da pessoa que prejudicou ou vivendo como a pessoa prejudicada ou ainda seguindo seu destino.

3-EQUILÍBRIO ENTRE O DAR E RECEBER

É algo de fundamental importância para o funcionamento e manutenção dos sistemas de uma forma geral, entre casais cuja dinâmica compromete a lei do dar e receber, um dá mais ao outro do que ele ou ela possam retribuir, prejudicando assim, o equilíbrio de troca. Nesse caso, quem deu mais se sente no direito de cobrar e quem recebeu demais, sente-se na dívida e tem dificuldade de permanecer na relação. Isso diz respeito a tudo que se possa dar ou receber: carinho, cuidado, dinheiro, atenção, compreensão, tempo, proteção, tolerância etc…

Quem se doa demais também é responsável por sua atitude, pois acaba desrespeitando o outro na sua dignidade.

Somente na relação de pais para filhos esse desequilíbrio não se verifica, pois os pais sempre terão dado mais aos filhos do que recebido deles, começando pelo dom da vida.

Ter gratidão por isso e reconhecer que recebemos o dom da vida por intermédio dos nossos pais e antes pelos pais deles e assim sucessivamente independente de como fizeram ou deixaram de fazer, é fundamental. Portanto, reconhecimento e gratidão são as únicas retribuições que os pais desejam.

CURSO CONSTELAÇÕES COM CRIANÇAS

CURSO TEÓRICO VIVENCIAL: CONSTELAÇÕES DE CRIANÇAS E ADOLESCENTES

PARA CONSTELADORES, EDUCADORES E PAIS

LOCAL: Sitio das Acácias – Santa Cruz da Esperança – SP (Próximo a Cajuru e Ribeirão Preto)

QUANDO:  Agosto de 2014, dias 02 e 03, sábado e domingo – duração de 14 horas

O QUE É: Constelação com Crianças e Adolescentes é um trabalho novo, que envolve a intervenção terapêutica Constelação Familiar com a própria criança e/ou adolescente.

É um trabalho possibilitador, pois põe a própria criança em contato com seus sofrimentos, emaranhamentos e com as leis sistêmicas, tendo esta a oportunidade de vivenciar, em grupo, processos terapêuticos que atuam profundamente na alma, de forma “quase lúdica”. É através dos representantes, das “brincadeiras”, do aprendizado das Leis Sistêmicas ou Ordens do Amor, através das reflexões sobre seus sofrimentos e comportamentos dentro da família, com os amigos, na escola, que este trabalho vai se desenvolvendo.

O Curso Teórico Vivencial de Constelações de Crianças e Adolescentes se propõe a compartilhar esses  conhecimentos e experiências com consteladores, educadores e pais, olhando realidade educativa (em casa e na escola) como um todo vinculado aos sistemas familiares, sociais, culturais e históricos, e como eles influenciam, repercutem e estão na base do processo ensino-aprendizagem, nas relações com as pessoas, nas relações familiares.

OBJETIVOS: De modo prático, inclusive com a vivência compartilhada em alguns momentos do curso com crianças e adolescentes, pretende-se:

  • Aplicar o conhecimento e a experiência sistêmica, compreensões e procedimentos da terapia familiar sistêmica para o trabalho com crianças;
  • Vivenciar as ordens da família e seus efeitos no grupo de crianças
  • Demonstrar como é possível ensinar a visão sistêmica para crianças;
  • Buscar o desenvolvimento pessoal da criança e adolescente;
  • Usar a imaginação a favor das constelações familiares
  • Oferecer recursos teórico-práticos para a formação continuada de professores e de educadores, de um modo geral;
  • Instrumentalizar consteladores, educadores e pais em seu desenvolvimento e formação pessoal;
  • Analisar situações problemáticas de alunos, professores e filhos, segundo a visão sistêmica fenomenológica das Constelações Familiares;
  • Observar fenomenologicamente diferentes problemas de crianças e adolescentes;
  • Discutir as ordens e os princípios que regem os sistemas familiares e educativos;
  • Vivenciar diferentes recursos sistêmicos na intervenção e prevenção de dificuldades de crianças e adolescentes;
  • Vivenciar constelações de crianças e adolescentes;
  • Constelar situações trazidas pelo grupo. 

 CONTEÚDO

  • Pressupostos básicos
  • Fenomenologia e constelação
  • O trabalho com o grupo
  • O sistema
  • Tipos de Família
  • O papel da imaginação
  • O sim
  • Postura do constelador
  • As Leis Sistêmicas
  • Técnicas de trabalho com criança e adolescente
  • Técnicas sugeridas
  • A doença dos pais após a constelação de crianças
  • Referências Bibliográficas

 A QUEM SE DESTINA:

Consteladores, Consteladores em formação, professores de todos os níveis, educadores sociais, diretores, coordenadores, pais de alunos e todos os profissionais que possuem uma relação direta ou indireta com crianças e adolescentes.

 DOCENTE / CONSTELADORA SISTÊMICA:

 Ana Lucia Braga

  • Terapeuta de Constelações Sistêmicas
  • Terapeuta Corporal Neo Reichiana
  • Psicopedagoga Clínica e Institucional

 Mini curriculum:

  • Constelações Sistêmicas em São Paulo, na primeira turma do médico e terapeuta Renato Shaan Bertate, realizando seminários com os terapeutas alemães: Mimansa Erica Farny, Mariane Franke e Hady Leitner.
  • Participou de seminário com o terapeuta alemão Jacob Schineider em 2001 e dos seminários de Bert Hellinger no Brasil, em 2005, 2006 e 2007, Belo Horizonte, Goiânia e Brasília, respectivamente. Participou dos I, II e III Treinamentos Avançados em Constelações Familiares, conduzidos por Bert Hellinger e Sophie Hellinger, em Águas de Lindoia – SP, e no México, em 2008, 2009 e 2011.
  • Terapia Corporal Neo Reichiana pelo Instituto Lúmen de Ribeirão Preto.
  • Psicopedagogia pelo Hospital das Clinicas – USP – Ribeirão Preto.
  • Mestrado pela Faculdade de Educação da UNICAMP, departamento de Psicologia.
  • Graduação pela Faculdade de Educação da UFRJ, Universidade Federal do Rio de Janeiro.
  • Atuou como docente em todos os níveis de ensino (educação infantil, ensino fundamental, ensino médio e ensino superior). Atuou como coordenadora pedagógica em Educação infantil, no ensino fundamental e em educação especial.
  • Atua como terapeuta e facilitadora de grupos (terapêuticos, de estudos, de pais), desde 1988, e como consteladora sistêmica desde 2004.
  • Realiza atendimentos individuais e grupais no consultório desde 1988, como psicopedagoga e terapeuta de adultos

 INVESTIMENTO: R$750,00 (incluindo alimentação)

LOCAL:
Sítio das Acácias – Santa Cruz da Esperança – SP (Próximo a Ribeirão Preto)

INSCRIÇÕES: Telefones: (16) 30215490 – 32353338 – 32353339 - 99994 7224. 

E-MAIL: anaabbraga@gmail.com 

 

 

AS ORDENS SISTÊMICAS

Módulo II – Tipos básicos de envolvimentos sistêmicos

Produção de texto: As Ordens Sistêmicas, Por aluna Rúbia de Oliveira Vasques.

Sou espírita. Aprendi que há leis que regem o Universo, o ser humano e a natureza em geral. Aprendi sobre a lei da “ação e reação”, “plantando que se colhe” enfim, uma série de outras leis que me ajudaram a entender várias situações da vida e do dia a dia.

Em família temos o hábito de ler o evangelho no lar. E sempre que pedia para meu marido comentar o texto ele dizia: “Acho que tem muito mais coisa do que isso”. E parava por aí. Eu não me conformava porque aparentemente ele parecia estar curioso para algo mais, mas… Sempre ficou ali naquela frase. Mas eu sempre levei a frase comigo. Até o dia em que conheci a constelação.

Para mim a sensação é visual. É como se as relações (boas e más, corretas e não corretas) entre os seres ficassem registradas de alguma forma no Universo (campos morfogenéticos) tanto atos como pensamentos e sentimentos. Depois que conheci a constelação começo a dar mais atenção aos meus pensamentos, pois verifico que em algum lugar eles ficam registrados. Muito embora no espiritismo aprendêssemos que os espíritos ouvem aquilo que pensamos e desta forma fazemos a sintonia com os desencarnados (elevados e espíritos tão teimosos ou endurecidos quanto nós mesmos).

                     Os campos morfogenéticos são estruturas invisíveis que se estendem no                          espaço-tempo e moldam a forma e o comportamento de todos os sistemas                        do mundo material. Rupert Sheldrake,

A imagem que me vem deste Universo é como se fosse um tapete tecido à mão. Há os fios, as tramas, os pontos e os emaranhamentos (ou seja, aqueles nós que damos entre fios que nos prendem a determinadas situações ou pessoas estejam elas encarnadas ou não).

Quando se dá a constelação sistêmica para mim fica como se este tapete – universo fosse sacudido e os nós (emaranhamentos) ficassem endireitados/libertos/frouxos entre si. Como se a energia estagnada ali fluísse finalmente e a trama do tapete ficasse em ordem e aquele nó, finalmente começasse a ser destaque naquele tapete numa certa harmonia. Desta forma aquele que está na ponta do tapete pode admirar sua trajetória e dar continuidade a sua própria vida e quem sabe aumentar aquele tapete.

                       As Ordens do Amor são um conjunto de “leis” que regem a estrutura                                familiar, como uma força invisível que tem como função manter o equilíbrio                    do sistema. Hellinger observou que quando estas Ordens eram desrespeitadas               dentro de uma família, uma nova forma de comportamento das pessoas era                          percebida e se repetia nas gerações seguintes, independente de que tivessem              consciência. A este fenômeno ele deu o nome de “emaranhamento”, o que                        denunciava dentro daquela família, padrões alterados deste fluxo de energia, tais               como: doenças, brigas, perdas, tragédias, ou seja, uma interrupção do fluxo de                  energia que manteria a família unida em harmonia. Dr. Renato Shaan Bertate,                    médico e facilitador sistêmico.

Na constelação sistêmica aprendemos que há 3 leis: da pertinência, do equilíbrio e da ordem ou hierarquia. Hoje, depois de assistir algumas constelações e de estar lendo o terceiro livro sobre o tema, acredito que, quando aprendermos exatamente o significado de cada uma destas leis, e talvez vivermos em acordo com cada uma delas, estaremos criando menos emaranhamentos em nossas próprias vidas.

 

Lei da pertinência:

Acredito que a ignorância, o orgulho e o egoísmo têm sido os responsáveis por termos deixado ao longo da história da humanidade: pessoas de lado – tornando-os excluídos e marginalizados.

• Todos têm o direito de pertencer. Quando há exclusões, há desequilíbrio.  Esta lei foi vivenciada na minha família, quando eu e meu irmão fomos retirados de minha mãe e nunca mais se falou nada sobre ela. Apenas quando eu estava com 18 anos de idade e meu irmão com 20 reencontramo-la. Mais por iniciativa dela do que nossa. Por algum motivo, que ainda desconheço não fomos procurá-la e ainda hoje não somos felizes ao lado dela. O relacionamento é bem difícil para todos nós 3.

• Dinâmicas mais comuns:
• Eu sigo você no seu destino (que mostra a fealdade à pessoa excluída).
• Pessoa que olha para fora
• Morte ou esquecimento precoce
• Identificação com a morte

Olhando para minha família de origem confesso que tive medo de ficar solteirona. Fui criada por minhas duas tias solteiras. Minha avó ficou viúva com 6 filhos e tinha orgulho de dizer que foi paquerada, recusou um novo marido, mas orgulhava-se de ter criado os filhos sozinha e ainda adotou outro filho (repleto de problemas). Não tive um referencial masculino em minha casa, mas hoje percebo que segui o destino do meu pai: Ele casou-se duas vezes com a mesma mulher. E eu casei-me 20 anos depois, com meu primeiro namorado. Essa descoberta foi um choque para mim.

Quando essas forças não são respeitadas, cria-se o emaranhamento. E as gerações futuras pagam por essa nova dinâmica com sensações de sofrimento, infelicidade, doenças, suicídios, etc. O sistema (ou parte dele) passa a viver as consequências disso. As gerações futuras vivem ou passam a reproduzir. (texto em sala de aula)

Força do Equilíbrio

• Respeito pelos pais – receber – tomar dos pais
• Adoção
• Injustiças

Sempre tive a sensação de que meu pai era melhor do que minha mãe: Ele estudou, era inteligente. Ganhou na loteria. Comprou dois imóveis. Mas tinha um temperamento difícil. Já minha mãe não estudou, tem uma letra horrível, fala o português errado, é simples. Mas é esperta, lutou e conseguiu tudo o que tem material, sozinha: carro, duas casas. Tem temperamento muito difícil. Não é afetiva. É viúva. Hoje reconheço que ambos tiveram vida afetiva infeliz.

Já agradeci minha mãe pelo útero, por ela ter me trazido ao mundo. Ela arregalou os olhos quando fiz isso, mas mesmo assim nosso relacionamento até hoje não é de mãe para filha. Sinto que não nos aceitamos uma a outra. Que nossas expectativas eram bem diferentes do que temos como mãe e filha. Hoje para conviver com ela procuro aceitar aquilo que ela dá. Sem pedir mais nada. Não é bom, mas é o que tenho.

Força da ordem ou hierarquia

• Prevalência, • Precedência, • Procedência  • Casamento que vem primeiro

Esta lei me ensinou as dores que sofri por desrespeitá-la. Ao chegar em Ribeirão Preto. Fui participar de várias atividades como voluntária. Certo dia, percebi que incomodava algumas pessoas e chegava a causar ciúmes. Foi quando me dei conta desta lei. Eu a havia desrespeitado! Voluntariei-me tanto que incomodei alguma energia ali existente deste sempre, e que aproveitei alguma brecha existente (provavelmente algum ponto solto no tapete) e me destaquei. Eu não pedi licença, fui ocupando o espaço. Fui voluntariosa. E…. incomodei a algumas pessoas mais do que gostaria.

Outro rico aprendizado foi sobre aprender a respeitar o primeiro casamento do meu marido. Depois de um tempo morando juntos reconheço que ela tem um papel importante na vida dele. Mesmo antes de conhecer as leis do amor eu já percebia que ela foi fundamental na vida dele.

 

TEXTO PRODUZIDO COMO TAREFA DO MÓDULO II, DO CURSO VIVENCIAL TREINAMENTO EM CONSTELAÇÕES SISTÊMICAS FAMILIAR E ORGANIZACIONAL, COORDENADO PELA PROFESSORA – CONSTELADORA ANA LUCIA BRAGA, EM RIBEIRÃO PRETO – SP