CONSTELAÇÃO SISTÊMICA NÃO É MILAGRE, É TRATAMENTO.

Perfil - CapaConstelação Sistêmica (Familiar, Organizacional, Pedagógica) é uma intervenção terapêutica. Terapêutica significa o tratamento de uma doença que pode ser física, emocional, da alma. Não necessariamente uma doença que apenas o médico poderia tratar.

Constelação Sistêmica não vai lhe trazer O Milagre, ainda que inúmeros depoimentos de clientes e não clientes nos indiquem a “quase mágica”, a tamanha efetividade deste trabalho.

Isso é visto também nas organizações. Várias empresas com as quais trabalhei, vivenciaram mudanças significativas após constelarem. Por exemplo, na efetivação de contratos, no lapidar de produtos e serviços, na melhoria nas relações de trabalho, inclusive com indicação daqueles colaboradores que deveriam ser dispensados, e que foram – com respeito.

Algumas, no entanto, se depararam com a necessidade de restringir, de mudar totalmente naquilo que, a priori, não gostariam que houvesse sido indicado.

Pessoas… Quantas mudanças!

Poderia passar horas aqui relatando: filhos que voltaram a se relacionar com pais e irmãos, dinheiros que foram recebidos logo após a Constelação, doenças que foram curadas, mudanças profundas no relacionamento de casais…

Contudo, isso não ocorre com todos.

Há pessoas que precisam, além da Constelação, de TERAPIA. Sim: psicoterapia no duro. Ajuda de um profissional habilidoso que possa olhar com o cliente para suas dificuldades; de preferência um profissional que não queira ser “melhor” que os pais do cliente (por pior que eles tenham sido) e que não gere dependências em relação à terapia.

Outras pessoas precisam de algumas Constelações, não apenas 1 (uma).

E após a Constelação, é necessário buscar mudanças (esperar sentado por elas, geralmente não funciona).

Outras pessoas precisam de orientações. Especialmente algumas mães e pais de crianças e adolescentes.

Há algum tempo atendi um menino de 3 anos que participou de um grupo de 8 semanas. Quando chegou a vez do menino constelar (porque era um grupo de crianças, cada semana uma das crianças constelava, com a presença de seu pai e/ou mãe, claro), ele constelou um medo (medinho a toa, se fossem adultos julgando). Ele não dormia bem, não desgrudava da mãe por nenhum momento, era muito difícil ir para a escola, só a mãe poderia busca-lo, ele não ia com ninguém sem a presença da mãe. Na mesma noite a criança dormiu; no dia seguinte à Constelação, a criança foi para a escola com tranquilidade e disse que o pai poderia busca-la (e ele foi). A criança ficou livre de muitos de seus medos. Melhorou em muitos aspectos, segundo a mãe.

Mas, um detalhe importante: este menino frequentou todos os 8 encontros do grupo, mesmo com 3 anos, participou de Constelações de seus coleguinhas; seus pais estiveram presentes em todas as Constelações do grupo, já haviam constelado antes e estavam disponíveis para receber orientações (e receberam). Não foi mágica, foi construção, foi tratamento. Especialmente de criança, que vive o pensamento mágico que nos aprisiona nos emaranhamentos sistêmicos.

Lembro-me de uma parábola acerca de odres, que são aqueles sacos de couro, tipo cantil, onde se transportava vinho (líquidos, na verdade), que se usava antigamente.

Jesus dizia: «Não se põe vinho novo em odres velhos; senão, os odres partem-se, o vinho derrama-se e os odres perdem-se; mas 
põe-se vinho novo em odres novos.»

E em outro momento, na mesma parábola, ele diz:”Acresce ainda a circunstância do paladar: o que se acostumou ao vinho velho não quer o novo”.

Isso também tem a ver com as Constelações.

Milagres existem. Curas existem. Mas não são tão fáceis assim.

Não espere que 1 (uma) Constelação faça o milagre na sua vida, que mude a sua vida “da água para o vinho”. Tome responsabilidade pelo seu processo ou do seu filho (criança ou adolescente) e lembre-se: talvez você precise de mais ajuda. Portanto, procure por ela.

CONSTELAÇÕES COM BONECOS OU FIGURAS

CONSTELAÇÕES COM BONECOS OU FIGURAS

As pessoas procuram um terapeuta em função de suas dificuldades pessoais. O trabalho Sistêmico de Constelações também é procurado pelos mesmos motivos. A diferença é que nesta abordagem terapêutica se olha para o todo, com uma visão sistêmico-fenomenológica, para a consciência do grupo, da família, e não para a consciência individual, como nas terapias convencionais. O trabalho de Constelações pode ser desenvolvido tanto em grupo como individualmente.
Muitas pessoas que procuram um terapeuta não desejam um trabalho em grupo. Por este motivo, a Constelação com bonecos (ou figuras, ou objetos) é uma possibilidade para o trabalho sistêmico individualmente, no consultório.
Os bonecos são colocados sobre a mesa e representam as relações estabelecidas entre as pessoas da família ou as pessoas importantes de um sistema, como uma empresa, por exemplo. A orientação fenomenológica não permite que o terapeuta seja levado por associações e caracterizações, ou por semelhanças com membros do sistema, como em muitas outras abordagens, especialmente as que trabalham com o psicológico. 
No trabalho sistêmico o importante é olhar os acontecimentos essenciais, os fatos, os destinos e dinâmicas de relacionamentos. E levar em consideração as “Ordens do Amor”, sistematizadas por Hellinger, que implicam um olhar para as forças que atuam dentro dos sistemas, como as leis da Pertinência, da Hierarquia e do Equilíbrio.
Os bonecos funcionam como os representantes no grupo e são posicionados pelo cliente do mesmo modo como é feito nas Constelações em Grupo.
Vivencia-se no consultório, entre terapeuta, cliente e bonecos, o mesmo tipo de percepções, incluindo todos os canais do sentido, como a visão, a audição e outras sensações experimentadas pelos representantes no grupo, com a diferença de que o terapeuta acaba sendo o maior foco das percepções e tem maior responsabilidade no explicitar dessas percepções, já que o campo morfogenético, responsável pelos efeitos que se observa em uma Constelação, também está presente no trabalho individual.
Como nas Constelações em Grupo, no trabalho com os bonecos o cliente pode olhar junto com o terapeuta para suas questões, e ter uma imagem inicial, a partir do modo como posiciona os bonecos e, a partir dela, possivelmente poderão ser percebidos os profundos processos anímicos do seu sistema. O foco é o contexto amplo do vínculo e da solução para os seus relacionamentos.
Muitas vezes, em uma única sessão, pode-se ver com profundidade as dificuldades de uma pessoa e de seu sistema, tendo em vista o princípio “tão breve quanto possível e tão efetivo quanto necessário, como um ponto de partida que auxilia um forte processo de ajuda”, como diz Jakob Schineider.
Ao olhar calmamente para os bonecos posicionados, cliente e terapeuta podem “ver” o que acontece, sentir, perceber. E o terapeuta comunica ao cliente aquilo que “vê”. A partir daí, os bonecos vão sendo posicionados de outros modos, com a percepção e o acompanhamento do cliente, até uma imagem final. Frases de solução são sugeridas pelo terapeuta durante o trabalho, que são verbalizadas pelo cliente, parecendo mesmo uma “brincadeira com bonecos”, como fazem as crianças, mas que trazem solução e alívio, muitas vezes vivenciados corporalmente pelo cliente, podendo este sentir os movimentos da alma. São frases de solução que explicitam a verdade anímica, que evidenciam o amor sistêmico, que liberam e reconciliam.
Neste trabalho lidamos com pontes visuais e com a reordenação dentro do sistema da pessoa. No entanto, as Constelações vão além, como afirma Schineider: “elas atuam em um campo onde há espaço para imagens anímicas e energias ou forças que conduzem a dimensões difíceis de serem descritas, para vivências de fenômenos de campos anímicos que estão além da mera observação”. 
Por Ana Lucia Braga
Publicado no Jornal “O Aprendiz”, em 2008.

Foto de Ana Lucia Braga.
Foto de Ana Lucia Braga.
Foto de Ana Lucia Braga.
Foto de Ana Lucia Braga.
Foto de Ana Lucia Braga.
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CONSTELAÇÕES SISTÊMICAS – AGENDA 2015 – CONSTELAÇÕES SISTÊMICAS

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AGENDA 2015

O Workshop é em Ribeirão Preto. É um trabalho de Constelações em grupo. É necessário o agendamento prévio da constelação. Sempre há vagas para participar como representante, mas também é necessária a inscrição prévia.

 

MÊS IV TURMA 2015 DATACURSO DATAWORKSHOP DATACURSOS EM OUTRAS LOCALIDADES DATAWORKSHOP EM OUTRAS LOCALIDADES
          201501 – JANEIRO  I – Introdução Constelação Sistêmica  24, 25 C 23, sexta, das 17 às 22 horas    
02 – FEVEREIRO  NÃO HAVERÁ AULA Turma III  07 e 08 21, sexta FRANCA – 06 de Fevereiro, sexta,  das 15 às 22 horas
03 – MARÇO II -Tipos Básicos de Envolvimentos Sistêmicos 14,15 S  06, sexta e 07, sábado    
04 – ABRIL III – Relacionamento de Casal 25, 26 C 24, sexta e 25, sábado    
05 – MAIO III – Relacionamento de Casal 16, 17 S 08, sexta e 09, sábado 29,20,31Uberlândia Pedagogia Sistêmica  
 06 – JUNHO IV – Atitude Terapêutica 27, 28 C 26, sexta e 27, sábado  12, 13, 14Campo Grande (IAP) Pedagogia Sistêmica  
07 – JULHO NÃO HAVERÁ AULA   03, sexta e 04, sábado 31 – Porto Alegre, no Espaço Merkabah, de Luiza Kliemann  
08 – AGOSTO V – Constelação Sistêmica Organizacional 22, 23 C 21, sexta e 22, sábado 1, 2,3Porto Alegre      Pedagogia Sistêmica e Crianças

28, 29, 20

Uberlândia

 
09 – SETEMBRO V – Constelação Sistêmica Organizacional 19, 20 S 12, sexta e 13, sábado    
10 – OUTUBRO VI – Pedagogia Sistêmica 03, 04 S 02, sexta e 03, sábado    
11 – NOVEMBRO NÃO HAVERÁ AULA   08, sexta e 09, sábado    
12 – DEZEMBRO VII – Constelação com Crianças 05, 06 S 11, sexta e 12, sábado    
2016 13 – JANEIRO NÃO HAVERÁ AULA   22, sexta e 23, sábado    
14 – FEVEREIRO VIII – Evolução Trabalho de Hellinger 20, 21 C 19, sexta e 20, sábado    
15 – MARÇO VIII – Evolução Trabalho de Hellinger 19, 20  S 04, sexta e 05, sábado 25, 26, 27Uberlândia  
16 – ABRIL IX – Atendimento Individual 16, 17  C 15, sexta e 16, sábado    
17 – MAIO IX – Atendimento Individual 14, 15 C 13, sexta e 14, sábado    
1 8 – JUNHO X – Trabalhos Práticos  18, 19 S 03, sexta e 04, sábado    

 

 

As Ordens Sistêmicas – Tarefa de casa da aluna Erica Delfante

TEXTO TAREFA DE CASA DA ALUNA

ÉRICA APARECIDA DELFANTE

III TURMA DO CURSO DE FORMAÇÃO DE CONSTELAÇÕES SISTÊMICAS DE ANA LUCIA BRAGA

 

As Ordens Sistêmicas

São consideradas Ordens Sistêmicas:

  • Lei da Pertinência;
  • Lei do Equilíbrio;
  • Lei da Hierarquia.

Bert Hellinger, em seu trabalho com Constelações Sistêmicas, observou algumas forças ocultas que atuam em nossa vida. Ele as nomeou de leis sistêmicas. 

Lei da Pertinência: todos têm os direitos de pertencer dentro de um sistema familiar, cada membro da família pertence igualmente. Esta Lei não permite que qualquer membro familiar seja esquecido, expulso sem exigir uma compensação. O ato de excluir ou esquecer um membro da família, o sistema familiar entra em desarmonia, trazendo consequências muito graves seja qual for o motivo da exclusão. Sendo assim, um descendente que mais tarde nascerá e que nada sabe ou nem mesmo participou do fato, irá repetir o destino do excluído ou agirá da mesma forma igual, sem saber. Os casos mais comuns de pessoas emaranhadas com a lei da pertinência são: os abortos provocados e espontâneos, filhos ocultos e dados, assassinos e assassinados, suicidas, homossexuais, ladrões, prostitutas, deficientes físicos, filhos ilegítimos, dentre outros onde são esquecidos e ou escondidos das pessoas de uma forma vergonhosa.

Assim sendo devemos respeitar o destino certo de cada um.

Lei do Equilíbrio: é o dar o receber, o lucro a perda. Uma compensação adequada para o que foi dado e recebido. O NÃO é tão importante quanto o SIM . O fato da consequência: se eu der dez espinhos dentro de uma relação eu vou receber vários outros dez espinhos, ou seja, irei destruir essa relação, ou então se dou amor ao meu marido, é certo que ele me dê também. Dando-se algo, espero receber algo de volta, seja positivo ou negativo, assim essa troca equilibra as relações.   

Lei da Hierarquia:  trata da ordem existente no sistema, quem vem antes é o primeiro. Sendo a ordem: pai, mãe e filhos.

Essa consciência não admite a interferência dos filhos (“os pequenos”) nos assuntos dos pais (“os grandes”), sob pena de os primeiros se sentirem (sem perceber) tentados a expiar certas interferências através do fracasso, da doença e dos destinos difíceis. Nos relacionamentos de casais quando acontecem separações conjugais  também existe essa ordem na lei da hierarquia: primeiro, segundo… esposo e ou esposa, primeira, segunda… família e assim por diante seguindo e respeitando sempre a ordem.

A hierarquia também deve ser respeitas nas organizações empresariais.  

A violação dessa ordem causará sérios emaranhamentos no sistema familiar e organizacional. A precedência, a prevalência e a procedência são as forças das ordens.  A hierarquia está a serviço da paz.

Fica, então, muito claro que alguém agindo sempre de boa consciência, frequentemente por amor, infringe as regras da consciência de grupo, chamadas por Hellinger de Consciência Arcaica ou também de Alma (não no sentindo religioso) “aquilo que empresta movimenta algo”. Ao pratica-los sobrevêm então os efeitos desastrosos, seja para si ou para seus descentes. Bert Hellinger denominou esses princípios de “Ordens do Amor”, pois essa ordem atua através do amor profundo entre descendentes e antepassados.

De forma geral, quando essas ordens são quebradas, acontecem emaranhamentos e o fluxo do amor é interrompido em cada sistema.

 

Ordem e Amor
O amor preenche o que a ordem abarca.
O amor é a água, a ordem é o jarro.

A ordem ajunta,
o amor flui.
Ordem e amor atuam juntos.

Como uma linda canção obedece às harmonias,
assim o amor obedece à ordem.
Assim como o ouvido dificilmente se acostuma
às dissonâncias, mesmo quando são explicadas,
assim também nossa alma dificilmente se acostuma
ao amor sem ordem.

Muita gente trata essa ordem
como se ela fosse uma opinião
que se pode ter ou mudar à vontade.

Contudo, ela nos preexiste.
Ela atua, mesmo que não a entendamos.
Não é inventada, mas encontrada.
É por seus efeitos que a descobrimos,
Como descobrimos o sentido e a alma.

(Poema : Palestra proferida por Bert Hellinger, em São Paulo, Agosto de 1999 em original manuscrito)

TEXTO TAREFA DE CASA DA ALUNA DO CURSO DE FORMAÇÃO EM CONSTELAÇÕES SISTÊMICAS NILSA TEREZINHA

TEXTO DA ALUNO NILSA TEREZINHA, III TURMA DO CURSO DE FORMAÇÃO EM CONSTELAÇÕES FAMILIARES E ORGANIZACIONAIS DE ANA LUCIA BRAGA, TAREFA DE CASA DO MÓDULO I, AGOSTO DE2013

“AS ORDENS SISTÊMICAS”

As constelações familiares e organizacionais são orientadas por três leis sistêmicas chamadas de “Ordens do Amor”, que exercem papel fundamental no equilíbrio e manutenção do sistema familiar e quando são respeitadas e aplicadas cessa a responsabilidade por injustiças cometidas no grupo familiar. São elas:

1-HIERARQUIA

Diz respeito a quem chegou primeiro na família, portanto os mais velhos merecem ser olhados com muito respeito e cuidado, pois foi através deles que a família veio se mantendo. Muitas vezes, os filhos no intuito de ajudar querem que os pais se mudem, não respeitando todo o referencial de vida que já possuem em determinado local (casa, utensílios, vizinhos, crenças, mapas de família, cultura, etc.). Isso traz consequências negativas como doenças, problemas financeiros e afetivos para os próprios filhos.

No caso de separação do casal e se unirem a outra pessoa, os novos companheiros entram para a família como segundos ou na ordem de chegada, sendo que não existe “ex-marido” ou mulher mas o primeiro, segundo e assim por diante, assim como os filhos, os casais devem sempre ter respeito com quem veio primeiro, enfim sempre respeitar  a ordem.

Em uma empresa devemos sempre olhar com respeito para o seu fundador, a chegada de um novo funcionário e o seu desempenho ficarão mais harmônicos se olharem com respeito e reconhecimento  para quem já estava lá, isso trará mais força na vida e mais sucesso.

2-PERTENCIMENTO

Sendo um sentimento natural, pertencer é uma necessidade de qualquer ser humano. No sistema familiar todos tem o direito de pertencer, ninguém pode ser excluído; todos são importantes para o sistema, sendo causa de desequilíbrio no mesmo quando acontece a exclusão.

Filhos rejeitados ou não incluídos, como no caso de abortos provocados ou espontâneos, precisam ser incluídos no número total de filhos.

Em caso de separação, também não se deve excluir ou falar com desrespeito sobre o parceiro anterior.

Em todos os casos em que há exclusão no sistema alguém poderá representar essa pessoa excluída de alguma forma, manifestando algum tipo de sintoma ou comportamento, isso acontece com a finalidade de reparar uma injustiça ou falta e assim restabelecer o equilíbrio sistêmico.

Nas empresas também quando alguém não foi devidamente reconhecido ou sofreu injustiça e quando numa sociedade um sócio prejudicou o outro, pode gerar consequências danosas, como: desarmonia no clima organizacional, dificuldade para contratar um novo profissional, queda na produção, evasão de clientes e até prejuízos financeiros ou algum familiar das pessoas envolvidas poderá apresentar algum sintoma, sofrendo as consequências no lugar da pessoa que prejudicou ou vivendo como a pessoa prejudicada ou ainda seguindo seu destino.

3-EQUILÍBRIO ENTRE O DAR E RECEBER

É algo de fundamental importância para o funcionamento e manutenção dos sistemas de uma forma geral, entre casais cuja dinâmica compromete a lei do dar e receber, um dá mais ao outro do que ele ou ela possam retribuir, prejudicando assim, o equilíbrio de troca. Nesse caso, quem deu mais se sente no direito de cobrar e quem recebeu demais, sente-se na dívida e tem dificuldade de permanecer na relação. Isso diz respeito a tudo que se possa dar ou receber: carinho, cuidado, dinheiro, atenção, compreensão, tempo, proteção, tolerância etc…

Quem se doa demais também é responsável por sua atitude, pois acaba desrespeitando o outro na sua dignidade.

Somente na relação de pais para filhos esse desequilíbrio não se verifica, pois os pais sempre terão dado mais aos filhos do que recebido deles, começando pelo dom da vida.

Ter gratidão por isso e reconhecer que recebemos o dom da vida por intermédio dos nossos pais e antes pelos pais deles e assim sucessivamente independente de como fizeram ou deixaram de fazer, é fundamental. Portanto, reconhecimento e gratidão são as únicas retribuições que os pais desejam.