Ordens do Amor

Ordens do Amor

“As Ordens do Amor são forças dinâmicas e articuladas que sopram e revoluteiam em nossas famílias ou relacionamentos íntimos. Percebemos a desordem que sua turbulência nos causa como as folhas percebem o redemoinho – sob a forma de sofrimento e doença. Em contra partida, percebemos seu fluxo harmonioso como uma sensação de estar bem no mundo.” Bert Hellinger

Existem três ordens: pertencimento, equilíbrio e hierarquia.

Pertencimento – esta ordem do amor diz que todos os membros do grupo familiar permanecem nele, mesmo além da morte. O grupo familiar inclui os vivos, mortos, a segunda, terceira até quinta geração. Se um membro se perde no grupo familiar porque recusaram o pertencimento ou o esqueceram, existe uma força irresistível para restaurar sua integridade. Faz com que o membro perdido seja revivido e representado por outro mais jovem através de uma identificação. É um processo inconsciente e recai sobre crianças que surgiram depois. Membros inocentes são induzidos a responder por membros culpados como uma pressão irresistível para restaurar a integridade perdida e compensar a injustiça cometida. A compensação positiva acontece quando os mais novos aceitam e honram os mais velhos, apesar do que tenham feito de bom ou de mau no passado, desta forma os excluídos recuperam o direito de pertencer e em vez de nos atemorizar nos abençoam. Todos se sentem inteiros e plenos.

Equilíbrio – tudo na vida tem equilíbrio entre o dar e o receber, tanto para coisas boas como para más. Numa relação de casal, por exemplo, se o marido deu algo bom e a mulher retribui com outro bom, sem ultrapassar a compensação, passa a ter equilíbrio para iniciar outra rodada de trocas. Se um se limitar a receber, o outro, apenas dar, pode perder a vontade de dar, como o outro também de só receber. A medida de quem dá deve ajustar-se à medida de quem recebe e vice-versa. Quando um parceiro fere, magoa, trai o outro, a vítima precisa fazer ao outro algo que traga dor semelhante ou exigir algo difícil dele. Mas, se a vítima for boa e não conseguir ser má, não existe compensação e a relação fica ameaçada. No entanto, se a vítima faz uma afronta do mesmo tamanho ou um pouco menor, a ordem do amor pode ser restabelecida e a relação retomada e continuada. Mas, se insistirem na troca no mal, o caminho será desgraça. O sucesso de uma relação ocorre se conseguirem transformar uma troca no mal para uma troca no bem, incrementado de muito amor.

Hierarquia-existe uma ordem familiar que deve ser respeitada. Quem vem primeiro é o maior. Estes lugares precisam ser respeitados sem julgamento ou valorização, apenas devem ser percebidos como são. Os pais ficam á frente dos seus filhos, o pai em primeiro lugar e a mãe em segundo, no sentido horário a ele. O fluxo do dar e receber não podem ser invertidos ou mudados de direção. Os filhos sempre se subordinam aos pais. Os pais dão a vida aos filhos, faz parte da ordem do amor que o filho tome a sua vida tal como os pais a dão e que tome seus pais, como eles são, sem outro desejo ou recusa ou medo. É um ato de humildade este assentimento à vida e ao destino, a tudo que haja de leve e de pesado desta família. Um exercício que confirme a aceitação desta lei da hierarquia é o de nos ajoelharmos diante de nosso pai e de nossa mãe, estendendo as mãos com as palmas voltadas para cima e dizermos: “Eu lhes presto homenagem pelo presente da vida. Eu tomo você como meu pai, sou o filho certo para você. Você é grande e eu sou pequeno, eu tomo você como meu pai.” Quem realiza este ato internamente fica em paz consigo mesmo e sente-se certo e pleno, mas se ocorre a recusa por receio de infiltrar algo de mau que receiam, por exemplo, alguma deficiência ou culpa do pai ou da mãe, esta pessoa se fecha a receber o lado bom dos pais e não aceitam a vida na sua totalidade. Quem rejeita seus pais rejeita a si mesmo, sente-se vazio e irrealizado. Quando o filho infringe a hierarquia , ele se pune com o fracasso e o declínio, sem tomar consciência da culpa e da conexão. O filho presunçoso julga que está certo mas como fere a ordem do amor paga o preço com sua infelicidade.

Aluna: Rosa Maria Silvestre

Ribeirão Preto, maio de 2015. IV TURMA DO CURSO DE FORMAÇÃO PARA CONSTELADORES SISTÊMICOS.

CURSO DE FORMAÇÃO DE CONSTELADORES

Curso Vivencial – Treinamento em Constelações Sistêmicas

Vamos para a parte 2 do III Módulo. Ainda podemos receber novos alunos nesta Turma.

A próxima Turma terá início em agosto do próximo ano, 2016.

 

Objetivos do Curso:

  • Instrumentalizar o aluno do Curso de Formação emConstelação Sistêmica em seu desenvolvimento e formação pessoal;
  • Instrumentalizar o profissional na aplicação da técnica de Constelações Sistêmicas, segundo Bert Hellinger;

 

Horários

Sábados e domingos, quatorze horas por final de semana, em 14 encontros que acontecerão no decorrer de 18 meses, perfazendo 196 horas-aula.

 

Investimento

R$ 370,00 mensais

 

Sendo o módulo no sítio: R$ 370,00 mensais + R$ 150,00 de hospedagem e alimentação.

Todos os módulos realizados no sítio incluem café da manhã, refeições e coffeebreaks.

Por enquanto, os módulos estão sendo realizados na Clínica, em Ribeirão Preto e no sítio, apenas em outubro deste ano. Provavelmente em dezembro a aula também será no sítio e no ano que vem uma ou duas vezes.

 

CRONOGRAMA 

MÊS IV TURMA 2015/2016 CURSO TEÓRICO VIVENCIAL TREINAMENTO EM CONSTELAÇÕES SISTÊMICAS  
1-JANEIRO  I – Introdução Constelação Sistêmica –Sáb.,  Dom. 24, 25  -
2-FEVEREIRO Turma III –Prática em grupo – 07,08

Turma VI – NÃO haverá aula

 -
3-MARÇO II -Tipos Básicos  Envolvimentos Sistêmicos 14, 15  -
4-ABRIL NÃO HAVERÁ AULA  -
5-MAIO III – Relacionamento de Casal

15, 16 

 
6-JUNHO III – Relacionamento de Casal

27, 28

7-JULHO NÃO HAVERÁ AULA
8-AGOSTO IV – Atitude Terapêutica

22, 23

 
9-SETEMBRO V – Constelação Sistêmica Organizacional – 19, 20  
10-OUTUBRO V – Constelação Sistêmica Organizacional

03, 04

 
11-NOVEMBR VI – Pedagogia Sistêmica – 07, 08  
12-DEZEMBRO VII – Constelação com Crianças – 05, 06  
13-JANEIRO NÃO HAVERÁ AULA  
14-FEVEREIRO VIII – Evolução Trabalho de Hellinger – 20, 21  
15-MARÇO VIII – Evolução Trabalho de Hellinger – 19, 20
16-ABRIL IX – Atendimento Individual – 16, 17  
17-MAIO IX – Atendimento Individual – 14, 15  
18-JUNHO X – Trabalhos Práticos – 18, 19  

 

 

TRABALHOS SISTÊMICOS (COM AS CONSTELAÇÕES FAMILIARES): PROSPERIDADE DA SAÚDE, NO SÍTIO DAS ACÁCIAS

VIAGEM PARA O SÍTIO DAS ACÁCIAS, EM SANTA CRUZ DA ESPERANÇA – SP

TRABALHOS SISTÊMICOS (COM AS CONSTELAÇÕES FAMILIARES): PROSPERIDADE DA SAÚDE

Programação:
Movimentos Sistêmicos (das constelações familiares)
Meditação
Trabalhos corporais
Passeio à Cachoeira, em Cajuru

Tema: Prosperidade da SAÚDE

Incluídos: Hospedagem, café da tarde de sábado, jantar de sábado, café da manhã de domingo e almoço de domingo.

Horário: Sábado 9 horas da manhã, com retorno no domingo, às 16 horas.
hospedagem no Sítio das Acácias.

Data: JULHO, Sábado dia 04 e domingo dia 05, de 2015.
Vamos “montar os carros”.
Investimento: 350 reais por pessoa.
Há possibilidade de acampar.

Informe-se.

Garanta sua vaga.
Tel: 16-30215490 – 32353338 / 32353339
anaabbraga@gmail.com7 1 2 3 8 6 10 11

FENOMENOLOGIA E CONSTELAÇÃO

Trabalho do Curso Constelação Familiar– Módulo 1

Aluna: Rosa Maria Silvestre

Fenomenologia e Constelação

Fenomenologia no sentido lato é uma escola filosófica fundada por Edmund Husserl. Investiga a consciência “purificada” ou “transcendental”. Permite chegar à essência do fenômeno. É “uma investigação que busca a essência inerente da aparência”. Revela a realidade da aparência, como aparece à consciência passa a ser uma área legítima da investigação filosófica. É um modo de compreender o mundo, entender a verdade como provisória, mutável e relativa.

Segundo Bert Hellinger, a fenomenologia provém do recolhimento, semelhante ao modelo budista, retirar as impressões sensoriais para uma purificação do espírito. Purificação do espírito requer renúncia à curiosidade, à ambição, expor sem a influência dos sentidos e do espírito, sem medo; reconhecer o que é, aceitar sem julgamento ou diferenciação entre o melhor ou o pior, numa atitude de assentimento ao mundo. No recolhimento aparece o vazio e a plenitude. A realidade fala por si mesma.

A fenomenologia, ou melhor dizendo, o movimento fenomenológico exige um esvaziar-se, atingir o vazio, sem ideias pré-existentes, sem interferência de sentimento, vontade  e muito menos julgamento. Exige a renúncia de intenção, total ausência de atenção, coragem e o destemor ao se sintonizar e defrontar com a realidade do cliente. Neste movimento, o cliente entra em contato com o não saber, com a consciência oculta, com um saber que antes lhe estava vedado. Vínculos invisíveis se tornam visíveis.

Constelação sistêmica familiar e organizacional é uma abordagem terapêutica fenomenológica criada por Bert Hellinger que busca solucionar conflitos familiares, sociais e organizacionais para liberar o fluxo do amor dentro do sistema.

O método de trabalho da Constelação Sistêmica não nasceu com Bert Hellinger, ele bebeu de diferentes fontes desde a psicanálise, dinâmica de grupo, psicodrama, Gestalt, terapia primal,  análise transacional, terapia familiar sistêmica, hipnoterapia erickssoriana e programação neuro linguística.

Concluindo, a abordagem fenomenológica requer a postura do “não saber”, ignorância e não julgamento, aceitação da realidade tal como se manifesta. Trabalha-se com um saber transpessoal, que vem do Oculto e a Ele retorna. É um não saber que permite um outro saber que o transcende.

Ribeirão Preto, 02 maio de 2015

ESCOLA DE PAIS. ESCOLA X FAMÍLIA: ESTA É UMA RELAÇÃO POSSÍVEL?

ISISESCOLA DE PAIS. ESCOLA X FAMÍLIA: ESTA É UMA RELAÇÃO POSSÍVEL?

Palestra proferida por Ana Lucia Braga no I Congresso Brasileiro de Educação e Pedagogia Sistêmica, organizado pela Conexão Sistêmica, em São Paulo – SP, em novembro de 2014.

O tema de minha palestra é uma questão: Escola x Família: Esta é uma relação possível?

Inicio, pois, respondendo afirmativamente à pergunta. Ou seja, é possível que haja uma relação entre escola e família, e uma boa relação. Tanto em escolas particulares como em públicas. Porém, devo dizer também, que isso não é fácil em nossa realidade educacional, especialmente porque essa questão jamais foi colocada como prioridade.

Temos uma cultura de participação de pais em festas comemorativas do calendário escolar, durante o ano letivo; nas Associações de Pais e Mestres para arrecadação de fundos para a escola (e isso ainda existe) e, claro, em reuniões onde os professores fazem as habituais “queixas” dos filhos, passam as notas e informações gerais sobre a dinâmica do bimestre ou do semestre.

Esta tem sido nossa cultura de relacionamento escola x família, de um modo geral.

No entanto, tudo começa com a família. Ela tem um papel crucial na educação e poderia ser uma alavanca de desenvolvimento dos alunos.

 A Educação Sistêmica parte do princípio de redes, redes de conexão. A escola é a base do sistema que contém muitos subsistemas. Todos envolvidos, implicados entre si: escola, diretores, secretarias, professores, merendeiras,  família, alunos, profissionais que atuam com alunos (no caso de alunos portadores de necessidades especiais e de dificuldades de aprendizagem). Todos estão em uma relação consciente ou inconsciente, de corresponsabilidade. Isso envolve recursos, ensino, aprendizagem, relações e tudo o mais que ocorre dentro da escola.

É claro, a escola precisa desenvolver um novo olhar, um olhar sistêmico. Em alguns casos, é o repensar sobre as visões de mundo, de homem, de sociedade, de escola, de cultura, de professor, de aluno, de aprendizagem, de ensino, de família.

Historicamente sabemos que é possível a relação escola x família. Lembro da experiência de Reggio Emilia, na Itália do pós II Guerra, como mães se organizaram para criar a escola que queriam para seus filhos. E lá já se falava em inteligências múltiplas, com as cem linguagens, tema tão atual em nossos dias. A educação lá parte do pressuposto de que os adultos têm grande tarefa na escola, de escuta, do reconhecimento de potencialidades múltiplas do aluno enquanto ser individual e muitas práticas que são modelos de boas práticas pedagógicas, sob o meu ponto de vista.

Em Reggio Emilia os pais são convidados a participar de todos os processos da escola, participam das tomadas de decisão. Não são chamados para ouvir reclamações, mas para ajudar a resolver os problemas.

Com o envolvimento das famílias, existe a possibilidade de melhora da qualidade do serviço educacional prestado, do atendimento, inclusive, às necessidades sociais, tanto das famílias, quanto da própria comunidade. Há o encontro do diferente, o que não é fácil de administrar. Mas é a partir dele que se cresce, se desenvolve. É a partir do intercâmbio de ideias, de projetos, de expectativas, que pode surgir novos modos de fazer, novos modos de educar.

Para tanto a família deve ser vista como parceira, não como ameaça.

Vivenciei outras experiências em minha vida com essa relação íntima acontecendo, no início de minha vida como profissional da educação no Rio de Janeiro, em escola de Educação Infantil, em escola experimental de favela (hoje chamada comunidade), com a metodologia de Paulo Freire.

E também em Ribeirão Preto, tive a oportunidade de, na época em que estive no Hospital das Clínicas, no curso de Psicopedagogia, conhecer a dinâmica da Creche da Carochinha, creche da USP, com o trabalho que desenvolvia naquela época (1988) e da creche dos trabalhadores da área de Saúde do Estado, com a participação intensiva dos pais na escola.

De acordo com os quatro pilares da educação propostos pela UNESCO, é possível desenvolver um grande trabalho com as famílias. Os pilares são:  aprender a aprender, aprender a fazer, aprender a conviver e aprender a ser.

Atualmente, em nossas Leis Educacionais, inclusive no site do MEC, temos um grande incentivo com relação ao trabalho com famílias.

Mas, como dizia Anísio Teixeira nos idos de 1940, o que ainda vale em 2014, vivemos, no Brasil um conflito entre Valores Proclamados x Valores Reais. Temos leis maravilhosas, mas práticas nada parecidas com maravilhosas. Como sugestões governamentais, temos a Escola da Família, mais antiga, o Blog da Mobilização, como um convite à comunidade para se organizar para participar da vida escolar dos filhos. Temos uma Cartilha bem interessante, com conteúdo sobre como acompanhar a vida escolar dos filhos. São dicas e orientações bastante interessantes.

A cartilha fala de como participar da vida escolar dos filhos, dá dicas de “como os pais podem ajudar os filhos em casa, de como saber se a escola esta ensinando, sobre o que uma escola deve oferecer, sobre o que se deve cobrar de uma escola pública”, por exemplo.

Temos, portanto, em nossas Leis, a autorização máxima para desenvolver, em cada escola brasileira essa relação.

Tudo começa na família.

E essa parceria possibilitaria, ainda mais, o desenvolvimento de diferentes recursos sistêmicos para intervir nos problemas educacionais, sociais, educacionais e de comunicação que ocorrem entre educadores, professores, gestores, pais, assistentes sociais, outros elementos que atuam na escola ou na instituição educacional.

As lealdades sistêmicas, por exemplo, muitas vezes, são “as responsáveis” pelas dificuldades de aprendizagem de um aluno. Se o professor considera essa conexão com a ancestralidade, por amor, ele pode passar a usa-la a favor de seu trabalho e do aluno: do ensino e da aprendizagem. Devemos lembrar que Os distúrbios de aprendizagem devem ser vistos como um sintoma, uma manifestação de comportamento muitas vezes oculto que ao serem analisados, podem ser encarados como sinalização (Alícia Fernandez, 1990).

Os pais e os avós tem um grande potencial para ensinar. Eles são a história viva da comunidade, até mesmo do país. Cada pai e mãe têm uma profissão. Cada um dos pais tem um tipo de inteligência mais desenvolvido. Portanto, o objetivo principal de ter uma relação presente com a família, é o desenvolvimento da própria escola, é melhorar a qualidade da educação praticada em nossas escolas.

Incluir os pais e os avós no dia a dia da escola pode significar o auxílio dos ancestrais, o  DNA da família sendo acessado conscientemente, o resgate da história familiar conectado com as atividades da escola.

Como dizia George Saintayna, em 1905, “aqueles que não podem lembrar o passado, estão condenados a repeti-lo”. Isso é tão importante que foi repetido por Che Guevara há mais de 50 anos, “Um povo que não conhece a sua história está condenado a repeti-la”. E tantos outros repetiram. Atualmente, na Pedagogia Sistêmica, continuamos utilizando essa máxima.Maita Cordero Ayuso, em seu livro Manual Prático de Pedagogia Sistêmica (CUDEC-México),  de 2012, diz literalmente: Quem não conhece a sua história está condenado a repeti-la”.

O que fazer na escola para chamar os pais?

Primeiramente, ter respeito por eles e por suas realidades.

Existem muitos tipos de família e diferentes tipos de agregados familiares. Temos, por exemplo, a família tradicional, pais solteiros, a homoafetiva, a família  reconstruída.

Seguem algumas definições de tipos de família:

›MATRIMONIAL – é aquela onde há um casamento de papel passado, legal. UNIÃO ESTÁVEL – casais que vivem juntos, sem assinar o papel, provavelmente não pretendem “se casar”.

›CONCUBINÁRIA – casais que, provavelmente, pretendem “se casar”. MONOPARENTAL – pai ou mãe criam o filho sozinho.

›INTERSEXUAL – composta por transexuais. 

›HOMOAFETIVA – composta por casais do mesmo sexo.

›UNILINEAR – mulheres que tiveram filhos por inseminação artificial, sem saber, muitas vezes, quem é o pai.

›MOSAICO ou MISTA – composta por casais separados, que vivem juntos com filhos de relacionamentos anteriores.

(Excerto de texto de Ana Lucia Braga, publicado na Revista UNISAUDE, de Ribeirão Preto – SP, em dezembro de 2011).

Repito, o respeito à família e à realidade do aluno é o princípio básico do trabalho com pais.

A mudança de olhar do professor e da escola como uma necessidade: os pais fazem parte da sala de aula primeiramente por não ser possível dissociar filhos de pais. Eles estão presentes na lealdade, na vida da criança como um todo, em todas as suas células.

A Entrevista Sistêmica no início do ano letivo e o uso da mesma em reuniões mensais é uma ferramenta que proponho. É uma forma de se ter informações sobre o aluno, identificando-o inicialmente, como membro de uma família, identificando seus pais, levantando um histórico sobre sua gestação, nascimento, desenvolvimento psicomotor, emocional, cognitivo,  sono, alimentação, doenças, comportamento atual e sociabilidade; sexualidade, religião, ambiente familiar, relacionamento do pai com a criança, relacionamento da mãe com a criança, sobre os irmãos e o relacionamento entre irmãos. Escolaridade e a vida escolar, materiais que tem em casa / adaptação à escola. No caso de crianças já alfabetizadas, como foi a alfabetização, repetências, evasão. Quais as expectativas da família em relação à escola.

Ainda nessa entrevista, informações sobre o sistema familiar, levando em conta situações que criam emaranhamentos sistêmicos, ou seja, levando em conta as três grandes leis sistêmicas, da pertinência, da hierarquia e do equilíbrio. Deve-se levar em conta: pessoas que morreram cedo, abortos, suicídios, assassinatos, calúnias, adoções, doenças, deficiências, entre outros aspectos.

O trabalho com família pode ser desenvolvido a partir de vários momentos, devidamente incluídos no planejamento da escola, com “tempos” reservados para o professor desempenhar esses contatos.  A entrevista sistêmica, por exemplo, deve ser realizada no início do ano letivo. E, durante o ano, outros tipos de contatos podem ser estabelecidos: Entrevista com os pais para discutir sobre a criança, individualmente, partindo de demanda do professor e investigando possíveis demandas dos pais; Reuniões individuais de professores com pais para vários assuntos relativos ao grupo de alunos: sugestões; Reuniões em pequenos grupos de pais com objetivos diversos; Oficinas, ministradas pelo próprio professor, ou outro membro da equipe da escola, envolvendo um tema de interesse dos pais. Esse pode ser um grupo aberto ou também o professor, a partir de investigação anterior, pode convidar os pais de sua sala após perceber determinados temas em comum; Reuniões com Especialistas para discutir temas diversos de interesse dos pais; Reuniões de “auxílio à escola”, onde os pais podem discutir e decidir o que a escola precisa em relação ao espaço físico, materiais, etc.; Reuniões para discutir as festividades do calendário escolar, o que é já habitual.

Como afirma Mariane Franke, a relação da professora, com sua família de origem é muito importante nesse processo. Apenas se ela é positiva, é possível dizer ao aluno e aos pais:

“Eu respeito o destino que atua em sua família. Não quero provar nenhuma falha em sua família e dar à sua criança alternativas melhores que sua própria família, mas mostrar um caminho onde ela pode abrir as portas para entrar no mundo, sem ser desleal a vocês.”

A seguir, relato o trabalho com um grupo de pais, que tenho realizado, desde setembro deste ano.

O grupo não tem nenhuma ligação com a escola. Contudo, é um grupo de pais que poderia acontecer dentro de uma escola, coordenado por um professor ou um pedagogo sistêmico, sem o propósito de ser um grupo terapêutico de constelações, mas um grupo psico-pedagógico, onde os pais poderiam abordar suas dificuldades com seus filhos, especialmente.

Este grupo específico, sobre o qual falarei, ocorre em Sertãozinho, cidade bem próxima a Ribeirão Preto. Nós o chamamos, carinhosamente, de “Escola de Pais”. O grupo funciona semanalmente, às quintas feiras, das 20 às 21 horas. São 8 pais (três casais e duas mães, ambas casadas e com filhos).

Enquanto terapeuta do grupo, parto do princípio de que somos parte de uma rede. Rede familiar que envolve  gerações, a anterior e a seguinte: pais e filhos, por exemplo. Que, por sua vez, também estão inseridas em uma rede social que envolve diversas gerações que têm suas peculiaridades, particularidades, diversidades e que influenciam os contextos educativo e social. Parto do princípio freireano de que somos, todos, educadores-educandos.

Os pais são os grandes, o terapeuta é apenas um facilitador, um mediador, um problematizador. Os pais, como os certos para seus filhos, sabem o que fazer. Têm suas próprias famílias. E, por sua lealdade e fidelidade sistêmicas, repetem destinos, seguem culturas e mapas de família, inconscientemente. “Escola” é um nome que engloba bem o que fazemos lá: aprendemos e ensinamos. Eles também questionam, problematizam, ensinam uns aos outros.

O grupo funciona com uma rodada inicial, onde os pais falam sobre o que desejam. Algumas vezes sobre como foi a semana, sobre a tarefa proposta na semana anterior; é um momento de fala livre. Por vezes, a terapeuta faz intervenções com movimentos sistêmicos, utilizando os princípios do método das constelações familiares de Bert Hellinger. Não fazemos nenhuma grande constelação, mas trabalhamos com a leitura sistêmica daquilo que é dito, com a proposta de “mente expandida”, ou a percepção consciente em relação ao dito pelo outro, a entrada consciente “no campo” do outro.

O grupo tem a proposta de duração de três meses.

Relatarei, em seguida, algumas das tarefas realizadas pelo grupo:

Observar e pensar em que situações seus filhos tiram você do sério, lhe tiram de seu centro. Em que situações eles lhe estressam e lhe levam ao seu limite.

Na semana seguinte, os pais devolvem a tarefa, conversamos e, se necessário, leituras e movimentos sistêmicos são realizados. Sempre apontando sua relação com seus pensamentos, seus sentimentos, suas próprias ações e sua relação com sua infância e sua família de origem.

Esta tarefa veio em função da dificuldade de um pai em respeitar seu próprio pai. Com um movimento sistêmico, o pai foi colocado diante de seu próprio pai. Ele criticava, julgava e condenava o pai. E não conseguiu dar nenhum passo em relação ao respeito por seu pai. A tarefa para todo o grupo foi imaginar os pais e, diante deles, apenas dizer: “Eu desisto. Eu me retiro disso. Eu não consegui mudar vocês e eu desisto”.

 Outra tarefa interessante foi: Observar e refletir: em que meus filhos são semelhantes a mim?

E, durante a sessão, conversamos sobre as lealdades sistêmicas, as Leis Sistêmicas e os preços que pagamos pelo amor cego em relação a nossa família de origem.

 Outra tarefa: A pizza enquanto a roda da vida. Cada pai fez sua própria pizza, respondendo qual o grau de satisfação, qual a sua nota para cada área da vida. Posteriormente, teria que estabelecer metas para cada área, no intuito de chegar ao máximo de satisfação. Depois, deveria fazer a pizza pensando em cada um de seus filhos. E, depois, ainda, dar ao filho para que cada um preenchesse sua própria pizza.

Foi uma discussão interessante, pois percebemos o grau de satisfação / insatisfação em relação ao casamento, à vida social, à família de origem, a si próprio, ao trabalho, à vida financeira, à espiritualidade; ao lazer, à saúde, ao desenvolvimento pessoal. Percebemos as projeções dos pais em relação aos filhos, às diferenças de percepção entre ambos (pais e filhos). E a possibilidade de aprofundamento na relação familiar.

 O trabalho com fotografias: Fotos dos pais, separadas por setênios dos filhos. Fotos dos filhos com os pais ou sem eles.

Também observamos as semelhanças e diferenças, as lealdades, os sofrimentos e a presença/ausência dos pais na vida dos filhos, entre outros aspectos trazidos pelo grupo.

 Em função das dificuldades que temos, enquanto escola, de trazer os pais, penso que a pergunta central de muitos professores tem sido:

Como “atrair” os pais para a escola?

Minha resposta:

É começando e insistindo que se constroem hábitos diferentes e outras realidades, portanto, comecemos.

MINI CURSO DE EDUCAÇÃO SISTÊMICA

MINI CURSO DE EDUCAÇÃO SISTÊMICA

Público Alvo: professores, coordenadores pedagógicos, diretores, pedagogos e educadores em geral

Temas: Desmotivação, relação professor x aluno, dificuldades do aluno, conflitos entre a equipe, escola x pais, entre outros temas.

Local: Espaço Terapêutico Isis – Rua Abrão Caixe, 566 – Jd Irajá – Ribeirão Preto – SP

Telefones: 16-30215490 – 32353338 – 32353339

Datas: 
MAIO: 14, 21 e 28 
JUNHO: 11, 18, 25 
JULHO: 02
AGOSTO: 06
Duração: 08 semanas, às quintas feiras 
Horário: 19h30min às 21h30min.

Investimento: R$ 400,00 (2 x 200,00)

O minicurso contará com parte teórica, vivencial e constelações sistêmicas.

As Facilitadoras do Mini Curso serão as Educadoras e Consteladoras Sistêmicas: 
Ana Lucia Braga, Andrea Tormena, Angélica Martinelli e Roberta Mermejo

“A Pedagogia Sistêmica aborda o desenvolvimento de atitudes internas que marcam uma forma de se posicionar diante dos alunos especialmente e, também, diante dos companheiros e da equipe diretiva.”
Maita Cordero

“Somente quando estamos em sintonia com o nosso destino, com os nossos pais, com a nossa origem e tomamos o nosso lugar, temos força.”
Bert Hellinger

“Toda criança ama seus pais, independentemente de como eles são. As crianças se sentem seguras com alguém que deseja ajudá-las, quando essa pessoa ama e respeita os pais que elas carregam dentro de si.”
Bert Hellinger

INSCRIÇÕES ABERTAS. VAGAS LIMITADAS.

CONSTELAÇÕES SISTÊMICAS E FENOMENOLOGIA

Fenomenologia e Constelações Sistêmicas

Por Aluna: Maria Silvia Torres Pacheco 

Fenomenologia : o que é?

FENÔMENO : aquilo que se mostra, que aparece a nós. Aparece a nós primeiramente pelos sentidos.

LOGIA : capacidade de refletir, um discurso esclarecedor.

Filosofia que pretende o exercício de observar o mundo antes do conceito e da ideia, como um exercício de deslumbramento diante do mundo.

   O principal autor dessa teoria é Edmund Husserl (1859-1938). Teve grande influência na filosofia contemporânea. Suas origens estão em Platão e Descartes.

   O conceito básico da fenomenologia é a noção de intencionalidade. Esta intencionalidade é da consciência que sempre está dirigida a um objeto. Isto tende a reconhecer o princípio que não existe objeto sem sujeito.

   Na perspectiva de Husserl que Merleau-Ponty também adota, tudo o que conhecemos do mundo, sabemos  através da nossa própria vivência, da nossa experiência singular.

 Visão de mundo

   O mundo existe antes das nossas análises ou reflexões, ele é a fonte de todos os nossos pensamentos e de todas as percepções, é neste mundo que nós estamos inseridos e que comunicamos com os outros.

   Para alcançarmos o verdadeiro sentido do mundo não nos podemos deixar cair na teia das análises reflexivas e aniquilar a própria reflexão, caindo numa “subjetividade invulnerável”, ausente de ser e de tempo.

   Não podemos ignorar a reflexão como acontecimento, uma vez que ela manifesta-se como uma verdadeira criação, em que o mundo é dado ao sujeito porque “o sujeito é dado a si mesmo”.

   Na verdade para Merleau-Ponty (1908-1961), filósofo fenomenológico francês,  a fenomenologia é o estudo das essências.

   No fundo o homem é o que é porque está no mundo e é neste que ele se conhece, o mundo surge como a casa ou fonte das minhas percepções e nunca o contrário, como nos faziam crer os dogmáticos.

   A fenomenologia descreve os fatos, não explica e nem analisa. Seu principal objeto é o mundo vivido, ou seja, os sujeitos de forma isolada.

   “Ao quebrar o silêncio a linguagem realiza o que o silêncio pretendia e não conseguiu obter”.

   “Para ser completamente Homem, indispensável se torna ser um pouco mais e um pouco menos do que o homem”.

   “Quando percebo, não penso o mundo, ele organiza-se diante de mim”.                  Maurice Merleau-Ponty

    “Eu existo, e tudo o que não sou eu, é um mero fenômeno que se dissolve em ligações fenomenais”.

   “Pelo fato de conceber ideias, o homem se torna um homem novo, que, vivendo na finitude, se orienta para o polo do infinito”. Edmund Husserl

 

Constelações  Sistêmicas

   Constelação familiar sistêmica: é um método psicoterapêutico, com abordagem sistêmica fenomenológica, de fundo filosófico, desenvolvido pelo psicoterapeuta alemão Bert Hellinger.

   Hellinger desenvolveu seu método a partir de observações empíricas, fundamentadas em diversas formas de psicoterapia familiar, dos padrões de comportamentos  que se repetem nas famílias ao longo das gerações.

   Hellinger descobriu alguns pontos esclarecedores sobre a dinâmica da sensação de “consciência leve” e “consciência pesada”, e propôs uma “consciência de clã” (consciência de alma, no sentido que dá movimento, que anima), que se norteia por “ordens” arcaicas simples, que ele denominou de “ordens do amor”, e demonstrou a forma como essa consciência enreda inconscientemente na repetição do destino de outros membros do grupo familiar.

   Essas ordens do amor referem-se a três princípios norteadores:

- a necessidade de PERTENCER ao grupo ou clã

- a necessidade de EQUILÍBRIO entre o dar e o receber nos relacionamentos

- a necessidade de HIERARQUIA dentro do grupo ou clã

   As ordens do amor são forças dinâmicas e articuladas que atuam em nossas famílias ou relacionamentos íntimos. Percebemos a desordem dessas forças sob a forma de sofrimento e doença. Em contrapartida, percebemos seu fluxo harmonioso como uma sensação de estar bem no mundo.

   A “Constelação Familiar” consiste em um método no qual o cliente apresenta uma questão e, em seguida, o constelador solicita informações de fatos acerca da vida de membros de sua família, como mortes precoces, suicídios, assassinatos, doenças graves, casamentos anteriores, números de filhos ou irmãos e abortos.

   Com base nessas informações, solicita-se ao cliente que escolha pessoas do grupo para representar ele mesmo e membros do grupo familiar. Esses representantes são dispostos no espaço de trabalho de forma a representar como o cliente sente que se apresentam as relações entre tais membros. Em seguida, guiado pelas reações desses representantes, pelo conhecimento das ordens do amor e pela sua conexão com o sistema familiar do cliente, o constelador conduz, quando possível, os representantes até uma imagem de solução onde todos os representantes tenham um lugar e se sintam bem dentro do sistema familiar.

   É importante deixar claro que uma constelação, em muitos casos, não significa a solução imediata do tema abordado pelo cliente, e sim o início de um processo que tem grandes possibilidades de ser bem sucedido.

   Usadas em consultórios ou em grupos, as Constelações Familiares trabalham problemas de emaranhamentos ligados aos ancestrais, conexões inconscientes que são determinantes para o sucesso ou insucesso das questões pessoais, afetivas e profissionais.

   No trabalho individual em consultório, as constelações utilizam bonecos ou âncoras como recursos terapêuticos que ajudam no diagnóstico, intervenção e tratamento dos mais variados problemas de saúde, relacionamento afetivo, desenvolvimento profissional, etc.

   As Constelações Familiares se encontram baseadas na constatação de que estamos ligados ao nosso sistema familiar, um vínculo forte de pertencimento ao nosso sangue que provoca dinâmicas inconscientes as quais passamos a viver como se fossem destinos a cumprir. Para podermos pertencer, assumimos destinos de gerações anteriores e só conseguimos perceber isso nos sofrimentos vividos, nas doenças e aflições que se mostram em nosso cotidiano.

   O trabalho do constelador é harmonizar as conexões multigeracionais, redirecionando o cliente para a paz em sua alma.

   Hellinger apurou sua forma de trabalho para um desenvolvimento ainda mais abrangente, que ele denominou “movimentos da alma”. Que abrangem contextos mais amplos do que o grupo familiar, tais como o grupo étnico.

   A abordagem pode ter várias aplicações práticas, devido aos seus efeitos esclarecedores no campo das relações humanas: melhoria das relações familiares, das relações interpessoais nas empresas e das relações no ambiente educacional.

   O método utilizado pelas Constelações Familiares não se deixa ser validado empiricamente por métodos de investigação científicos, daí só pode ser defendido numa abordagem fenomenológica.

   É uma abordagem empírica baseada na própria percepção do cliente e dos representantes.

 

Referências bibliográficas:

Mordim, Battista. Curso de Filosofia: Os filósofos do Ocidente. Vol. 3. São Paulo: Paulinas,1987.

Hellinger, Bert. Ordens da Ajuda. Goiânia- Goiás: Altman, 2013.

Hellinger, Bert. Ordens do Amor. São Paulo: Cultrix, 2007.

 

OBSERVAÇÕES: ESTE É UM TEXTO PRODUZIDO PELOS ALUNOS DO CURSO VIVENCIAL TREINAMENTO EM CONSTELAÇÕES  SISTÊMICAS, DE ANA LUCIA BRAGA, COMO TAREFA DE CASA.

ESCREVER É UMA BELA FORMA DE FIXAÇÃO DO APRENDIZADO. FOI UMA BELA SÍNTESE, MARIA SÍLVIA. PARABÉNS. 

 

 

CONSTELAÇÃO FAMILIAR NÃO É MILAGRE, É TRATAMENTO

Escrevi este artigo para responder à pergunta de uma mãe sobre os “resultados milagrosos” das Constelações Familiares, em janeiro deste ano.

Como de janeiro até agora, abril de 2015, continuo recebendo perguntas como: quando vou ver os resultados da Constelação em minha vida? (apesar da pessoa relatar que ‘Me senti bem lá – na casa da mãe” – “Tenho estado leve”, ou “As pessoas estão me tratando melhor, inclusive meu pai com quem nunca me dei bem”), resolvi publicar novamente este artigo aqui no Blog.

Muitas vezes fica difícil atender a expectativa do cliente, especialmente se o que ele recebe não é reconhecido por ele.

 

CONSTELAÇÃO SISTÊMICA NÃO É MILAGRE, É TRATAMENTO. 

Escrito por Ana Lucia Braga     

Sex, 23 de Janeiro de 2015 10:15 

Constelação Sistêmica (Familiar, Organizacional, Pedagógica) é uma intervenção terapêutica. Terapêutica significa o tratamento de uma doença que pode ser física, emocional, da alma. Não necessariamente uma doença que apenas o médico poderia tratar.

Constelação Sistêmica não vai lhe trazer O Milagre, ainda que inúmeros depoimentos de clientes e não clientes nos indiquem a “quase mágica”, a tamanha efetividade deste trabalho.

Isso é visto também nas organizações. Várias empresas com as quais trabalhei, vivenciaram mudanças significativas após constelarem. Por exemplo, na efetivação de contratos, no lapidar de produtos e serviços, na melhoria nas relações de trabalho, inclusive com indicação daqueles colaboradores que deveriam ser dispensados, e que foram – com respeito.

Algumas, no entanto, se depararam com a necessidade de restringir, de mudar totalmente naquilo que, a priori, não gostariam que houvesse sido indicado.

Pessoas… Quantas mudanças!

Poderia passar horas aqui relatando: filhos que voltaram a se relacionar com pais e irmãos, dinheiros que foram recebidos logo após a Constelação, doenças que foram curadas, mudanças profundas no relacionamento de casais…

Contudo, isso não ocorre com todos.

Há pessoas que precisam, além da Constelação, de TERAPIA. Sim: psicoterapia no duro. Ajuda de um profissional habilidoso que possa olhar com o cliente para suas dificuldades; de preferência um profissional que não queira ser “melhor” que os pais do cliente (por pior que eles tenham sido) e que não gere dependências em relação à terapia.

Outras pessoas precisam de algumas Constelações, não apenas 1 (uma).

E após a Constelação, é necessário buscar mudanças (esperar sentado por elas, geralmente não funciona).

Outras pessoas precisam de orientações. Especialmente algumas mães e pais de crianças e adolescentes.

Há algum tempo atendi um menino de 3 anos que participou de um grupo de 8 semanas. Quando chegou a vez do menino constelar (porque era um grupo de crianças, cada semana uma das crianças constelava, com a presença de seu pai e/ou mãe, claro), ele constelou um medo (medinho a toa, se fossem adultos julgando). Ele não dormia bem, não desgrudava da mãe por nenhum momento, era muito difícil ir para a escola, só a mãe poderia busca-lo, ele não ia com ninguém sem a presença da mãe. Na mesma noite a criança dormiu; no dia seguinte à Constelação, a criança foi para a escola com tranquilidade e disse que o pai poderia busca-la (e ele foi). A criança ficou livre de muitos de seus medos. Melhorou em muitos aspectos, segundo a mãe.

Mas, um detalhe importante: este menino frequentou todos os 8 encontros do grupo, mesmo com 3 anos, participou de Constelações de seus coleguinhas; seus pais estiveram presentes em todas as Constelações do grupo, já haviam constelado antes e estavam disponíveis para receber orientações (e receberam). Não foi mágica, foi construção, foi tratamento. Especialmente de criança, que vive o pensamento mágico que nos aprisiona nos emaranhamentos sistêmicos.

Lembro-me de uma parábola acerca de odres, que são aqueles sacos de couro, tipo cantil, onde se transportava vinho (líquidos, na verdade), que se usava antigamente.

Jesus dizia: «Não se põe vinho novo em odres velhos; senão, os odres partem-se, o vinho derrama-se e os odres perdem-se; mas põe-se vinho novo em odres novos.»

E em outro momento, na mesma parábola, ele diz: ”Acresce ainda a circunstância do paladar: o que se acostumou ao vinho velho não quer o novo”.

Isso também tem a ver com as Constelações.

Milagres existem. Curas existem. Mas não são tão fáceis assim.

Não espere que 1 (uma) Constelação faça o milagre na sua vida, que mude a sua vida “da água para o vinho”. Tome responsabilidade pelo seu processo ou do seu filho (criança ou adolescente) e lembre-se: talvez você precise de mais ajuda. Portanto, procure por ela.

VIAGEM PARA DELFINÓPOLIS – MG

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MOVIMENTOS SISTÊMICOS EM BUSCA DA PROSPERIDADE

Programação:
Meditação
Movimentos Sistêmicos (das constelações familiares). Tema: Prosperidade
Passeio à cachoeira
Trabalho corporal (domingo de manhã)
Passeio pela represa

Incluídos: Hospedagem, café da tarde de sábado, jantar de sábado, café da manhã de domingo e almoço de domingo.

Sairemos sábado 7 horas da manhã e retornaremos domingo 18 horas.

Nos hospedaremos na Samarina Pousada, com uma bela paisagem, a beira da represa e uma culinária maravilhosa.

Data: Abril, sábado dia 11 e domingo dia 12.

Vamos “montar os carros”.

Investimento: 250 reais por pessoa.

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As fotos a seguir são de autoria de Ana Lucia Braga, Andréa Bredarioli Tormena e Fernando Marsola.